Já pensou como é receber cada vez menos ligações porque agora todo mundo se comunica por um aplicativo que você não sabe usar?

Atualmente, você encontra no mercado diferentes modelos de smartphone para idosos com Whatsapp. O ObaSmart, da Obabox, foi pioneiro e tem versões cada vez mais modernas.

De pouco adianta ter um celular especialmente desenvolvido para a terceira idade ou incentivar os idosos a usarem aparelhos convencionais, se não os ajudarmos caso necessário.

Confira nossas dicas para ensinar pessoas da terceira idade a usarem o whatsapp!

Entenda o problema

A primeira coisa que você precisa é entender por que conectar idoso ao whatsapp pode ser importante.

O isolamento não faz bem às pessoas ― e não estamos falando da medida de segurança proposta em razão de pandemias! Falamos de um distanciamento que o mundo digital pode impor a quem não lida tão bem com novas tecnologias.

Acontece que a terceira idade não deveria se excluída do uso de soluções que transformam nossa sociedade.

Não convém à nós pensar que só os jovens participam da mudança ou que quem consegue se virar e se adaptar bem, quem não consegue… deixamos para lá! As coisas não devem ser assim.

Imagine um pai ou uma avó perdendo contato com a família e vivendo como se participasse de outro mundo só porque ainda não aprendeu a mexer em alguma tecnologia?

Em nosso post sobre a importância do whatsapp nos dias de hoje, aprofundamos um pouco mais nesse assunto. Não deixe de conferir!

Comece perguntando

Bom, agora que você já entende por que precisamos falar sobre idosos e whatsapp, vamos passar ao como e focar nas dicas para que você possa ajudá-los.

É legal começar perguntando para entender quais são as dúvidas e dificuldades porque cada pessoa pode ter níveis diferentes de entendimento sobre o aplicativo.

Às vezes, sua mãe consegue usar algumas funções básicas, mas fica confusa quando precisa iniciar uma conversa com um contato recém-adicionado, por exemplo.

Enquanto isso, alguém baixou o whatsapp no celular do seu avô, mas ele ainda não faz ideia de como mandar mensagens simples para os filhos e netos.

Por isso, pratique a escuta ativa e entenda o problema para, então, direcionar seus esforços. Se você falar de coisas que fogem ao principal interesse da pessoa, ela pode acabar se confundindo ainda mais.

Concentre-se no básico

Algumas coisas podem ser feitas de diferentes formas pelo whatsapp. Vamos usar as fotos como um exemplo.

Para enviar uma foto a alguém, você pode fazer o registro direto da câmera do aplicativo, já dentro da conversa, e mandar. Pode fazer o registro da câmera do celular, abrir o app e mandar. Ou pode subir uma foto que já está na galeria.

Em alguns casos, entenda que você não vai conseguir apresentar todas as funções e possibilidades de uma só vez. Por isso, é importante concentrar-se no básico de cada dúvida ou dificuldade.

Escute o que a pessoa tem a dizer e defina o caminho mais simples para facilitar a relação idoso e whatsapp em cada caso, de acordo com cada necessidade apresentada.

Ensine pela prática

Se duas pessoas jovens conversam sobre como usar uma funcionalidade do whatsapp, sequer precisam dar detalhes a respeito.

Um simples “é só ir em configurações” pode ser orientação suficiente para que um adolescente ou alguém mais antenado resolva suas dúvidas e passe a usar o app de forma mais completa.

Isso não é tão comum com pessoas da terceira idade. Por isso, a dica é ensinar mostrando e ensinar deixando que o idoso mexa no whatsapp enquanto você acompanha.

Tente entender como o processo de aprendizagem funciona melhor para a pessoa. Tem quem prefira ver e depois tentar copiar, tem quem goste de ir tentando enquanto ouve orientações.

O importante é sem lembrar de deixar a pessoa “colocar a mão na massa” e, de preferência, explicando cada passo.

Quer um exemplo? Se você está ensinando alguém a subir uma foto da galeria, explique por que ela deve clicar no ícone da câmera dentro da conversa com o destinatário da foto.

Entender os motivos pode ajudar a pessoa a fixar melhor o passo a passo.

Aposte na paciência…

Você se lembra de quando estava aprendendo a escrever? A andar de bicicleta? Ou a arremessar uma bola de basquete na cesta?

Esses e vários outros processos de aprendizado têm algo em comum: funcionam à base de tentativa e erro. Isso requer paciência por parte de quem está aprendendo e por parte de quem está ensinando.

Contenha seus impulsos de pegar o celular e resolver o problema por conta própria. Se preciso for, sente-se com calma e explique de novo, mesmo que já tenha explicado várias vezes antes.

… e na repetição

Aposte também na repetição. Aliás, ela já estava implícita na nossa ideia de aprendizagem por tentativa e erro, não é mesmo?

Ensine a fazer, deixe a pessoa tentar e depois peça para que ela tente de novo. Feche o aplicativo e crie pequenos desafios como teste. Diga algo como:

“Pai/vó… Imagine que você viu uma receita legal na TV e quer minha ajuda para pegar as instruções no site do programa. Como você faria para me mandar essa mensagem?”

Considere situações que se adequem ao que a pessoa está aprendendo e às suas necessidades. Assim, você criará testes que façam essa pessoa a se sentir motivada a tentar de novo e vencer os desafios.

Valorize os acertos

Não subestime a importância e o poder dos acertos do idoso em sua relação com o whatsapp.

Sempre que a pessoa aprender algo, parabenize e faça comentários positivos como “agora você já pode mandar mensagem para fulano comentando sobre o jogo de futebol!”. Ou qualquer coisa que faça sentido e deixe a pessoa feliz por sua conquista.

Caso a pessoa volte e diga que não consegue mais fazer algo que já tinha aprendido antes, use o acerto anterior como forma de encorajar.

Diga que esquecer faz parte do processo, mas que você tem certeza de que a pessoa conseguirá novamente e, claro, aposte na paciência e na repetição mais uma vez.

Crie um miniguia

Por fim, se você tiver disponibilidade e entender que é adequado, crie um miniguia de uso do whatsapp para idosos.

Se puder usar imagens, melhor. Em todo caso, a ideia é criar um esquema que indique onde a pessoa deve clicar para conseguir cumprir cada uma de suas necessidades.

Se lembra da primeira dica sobre começar perguntando? Pergunte se o guia é uma boa ideia e quais das dicas a pessoa gostaria de ter em papel.

Depois, repasse o miniguia juntos para se certificar de que as instruções estão claras e peça feedbacks passado algum tempo para saber se tudo está indo bem.

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