Tem algo errado com o som que sai da sua vitrola? A música parece estar mais rápida ou mais devagar? O descompasso pode ter relação com a velocidade do toca-discos, mais especificamente, com a velocidade de rotação do prato.

No dia a dia, donos de vitrolas e toca-discos devem usar o aparelho  com cuidado, visando preservar sua integridade e prolongar sua vida útil. Eventualmente, porém, pode ser que a rotação sofra alterações e demande alguns ajustes.

Neste post, trazemos informações para ajudar você a entender um pouco mais desse assunto importante para os fãs dos discos de vinil. Acompanhe!

Discos podem ter tamanhos e velocidades diferentes

Parte dos fãs do som analógico dos vinis já sabe que os discos podem ter tamanhos diferentes e, com isso, velocidades de rotação distintas. Saber disso, porém, não é pré-requisto para nada e se você não teve contato com essa informação antes, a hora é agora!

Basicamente, existem três tipos de disco, sendo um deles o que você certamente conhece bem, por ser o mais comum e o mais popular de todos.

7 polegadas e 45 rpm

O menor tipo de disco existente tem 7 polegadas e faz 45 rotações por minuto (rpm). Trata-se de um disco compacto que consegue gravar cerca de cinco minutos de cada lado, o que costuma ser o bastante para duas músicas ao todo.

Por um bom tempo, era este o tipo usado quando um artista queria divulgar uma música de trabalho que era lançada antes do álbum completo.

Há quem defenda que o som do vinil compacto é melhor do que o som dos vinis maiores e talvez isso explique por que ainda existem pessoas que buscam por este modelo no mercado.

10 polegadas e 78 rpm

Podemos dizer que este é o disco de tamanho médio. Como contamos no post sobre a história dos discos de vinil o modelo que ficou conhecido como disco de 78 rotações foi um dos primeiros a surgir.

Feito de goma-laca, esses exemplares são pouco resistentes, quebram-se com facilidade e suportam apenas quatro minutos de gravação. Por isso, não tardou para que buscassem uma solução para a produção de discos que tivessem características mais interessantes.

Ainda que uma alternativa melhor tenha surgido, ainda existem fãs do disco de 78 rotações, algo que talvez esteja atrelado ao fato desses exemplares terem se tornado bastante raros.

12 polegadas e 33 e ⅓ rpm

Por fim, chegamos ao disco de vinil que, provavelmente, é aquele que logo vem à sua mente quando você pensa no assunto.

Além de ser mais leve e mais resistente do que o de goma-laca, este disco agradou os fãs da música por ter um nível de ruído mais baixo.

Armazenando cerca de 22 minutos de música de cada lado, tornou-se o tipo de disco mais popular e, por essa razão, o mais conhecido até os dias de hoje.

O disco e a rotação da vitrola

Não falamos sobre o tamanho dos discos e suas rotações a toa. Antes de falarmos em qualquer ajuste na velocidade do toca-discos, convém entender o que cada rpm que citamos tem a ver com o aparelho que você tem em sua casa.

Pode ser muito útil ter um aparelho de som que reproduza músicas em diferentes formatos: streaming via bluetooth, MP3, CDs, disco de vinil. Porém, se seu foco são os “bolachões” e você não quer restrições, precisa buscar a vitrola mais completa que encontrar.

Assim como um aparelho de som precisa ter as tecnologias certas para reproduzir os mais variados formatos, um toca-discos também precisa estar equipado para reproduzir discos diferentes e com velocidades distintas.

Os dois últimos tipos de disco que citamos ― o de 78 rpm e o de 33 rpm ― costumam ser os mais buscados pelos fãs dos discos de vinil.

Se você não está em busca dos discos de goma-laca que se tornaram raros, precisa apenas de uma vitrola que reproduza os discos que se tornaram mais populares.

Por outro lado, se você é um grande entusiasta do universo dos vinis e quer ter discos de 78 rotações, precisa dar atenção às velocidades do toca-discos que encontrar no mercado. Só assim conseguirá comprar um que reproduz os discos que você tem ou quer ter em sua coleção.

Como verificar a velocidade de rotação do toca-discos

Com tudo isso, precisamos dizer ainda que não é só na hora da compra que você deve observar a rotação da vitrola. Como mencionamos anteriormente, o tempo e o uso podem provocar alterações e apontar para a necessidade de ajustes.

Sabendo disso, você que pretende ter ou já tem um aparelho desses pode precisar aprender a verificar a velocidade do toca-discos. Vamos ensinar duas estratégias. Confira:

Verificação manual

O teste manual de velocidade de rotação é simples e pode até ser divertido. Você vai precisar de:

  • Um objeto leve para colocar sobre o prato do toca-discos e usar como marcador;
  • Um cronômetro que pode ser do seu celular;
  • Atenção para realizar a contagem.

A ideia é simples. Ao mesmo tempo em que ligar o toca-discos, você deve acionar o cronômetro e, no espaço de um minuto, deve contar quantas vezes o marcador vai passar por você (ou por um ponto pré-definido).

Com isso, o marcador deve ser leve para não forçar o prato, mas não leve demais a ponto de se deslocar ou até ser lançado para fora enquanto o prato gira, entendido?

Faça a contagem atentamente. Lembre-se de que rpm significa rotações por minuto. Assim, se a velocidade do seu toca-discos deve ser compatível com a de um disco dos mais comuns, o marcador deve passar por você entre 33 e 34 vezes em um minuto.

Verificação via app

Como haveria de ser, o mundo digital permitiu a criação de um aplicativo que vai ajudar você a verificar a velocidade de rotação da vitrola e descobrir se um ajuste precisa ser feito.

Trata-se do app RPM Calculator, cujo nome é, em tradução livre “Calculador de RPM”, disponível gratuitamente tanto para dispositivos com sistema Android quanto para os com sistema iOS.

Uma vez que o download for feito e o aplicativo for acionado, basta colocar o celular sobre o prato e deixar que o próprio app faça a contagem. Acontece que o aplicativo pode não funcionar tão bem todas as vezes. Por isso, por via das dúvidas, vale recorrer ao teste manual como apoio.

Lidando com o problema

Depois de fazer os testes, se você verificar que algo está errado com a velocidade de rotação da vitrola, tem alguns caminhos a seguir.

O primeiro deles considera a possibilidade de seu aparelho ter a funcionalidade de alteração e do controle de velocidade. Em geral, são toca-discos mais robustos que vêm com essa função, o que não significa que os que não a tem são ruins, porém.

Caso a funcionalidade exista, basta que você vá regulando a velocidade de rotação do prato até chegar ao resultado adequado.

Seu aparelho não tem esses controles? Tudo bem! Neste caso, a melhor alternativa é levar o toca-discos a um profissional que saiba fazer a manutenção corretamente.

Conhecer detalhes do funcionamento dos aparelhos que compramos é fundamental para que possamos tirar o máximo proveito e prolongar seu tempo de vida!

Gostou deste post, mas sequer tem um toca-discos para chamar de seu? Confira os melhores modelos de vitrola do mercado e escolha já a sua!

Share:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *