Você se habituou ao uso do álcool em gel, mas notou um ressecamento ou até alguma alergia na pele das mãos?

Algumas pessoas já usavam esse tipo de álcool antes do novo coronavírus, mas foi graças à doença que o álcool em gel se tornou item indispensável para a higienização.

Pode até ser que, pela praticidade, você considere mantê-lo em sua rotina mesmo depois que a pandemia passar.

Seja como for, é importante conhecer algumas dicas que evitam problemas como o ressecamento, irritações e até mesmo as queimaduras.

Acompanhe!

Sem contraindicação, mas merece atenção

Antes de dar dicas de cuidados para lidar com os efeitos do álcool em gel na pele, precisamos fazer dois esclarecimentos que se fazem necessários:

1. O álcool em gel é um produto que não tem contraindicações, mas o cuidado é sempre bem-vindo;

2. De forma alguma este post tem por objetivo fazer com que você deixe de usar o álcool em gel para fazer a assepsia das mãos e se afastar do risco de contaminação! Apenas queremos dar dicas para que o uso do produto não traga inconvenientes, apesar de sua clara importância.

A atenção é recomendada porque o uso constante de álcool em gel pode acarretar em alguns problemas.

Para muitos, o ressecamento é algo simples, mas pessoas com peles mais sensíveis podem sofrer descamação e até pequenas lesões.

Além disso, o uso de álcool em gel no dia a dia, quando frequente, pode provocar o surgimento de alergias ou reações inflamatórias conhecidas como dermatite de contato.

Ainda, o descuido no uso do álcool em gel pode provocar queimaduras graves, mas como você verá adiante, basta ter cuidado para evitar essa situação.

Dê preferência à higienização com água e sabão

Sempre que você puder, faça a higienização das mãos e braços com água e sabão ao invés de usar o álcool em gel.

Há séculos, os seres humanos conhecem o poder asséptico do álcool e, por essa razão, muitos podem deduzir que é sempre melhor recorrer a esse produto, considerando seu poder.

Acontece que o sabão é extremamente poderoso para eliminar moléculas de gordura e, por essa razão, consegue “matar” o vírus causador da Covid (e vários outros).

Matar está entre aspas porque o que o sabão faz é desativar o vírus, o que, na prática, é a mesma coisa.

Com isso, se você pode fazer sua assepsia com água e sabão, deve fazer essa escolha para evitar os efeitos do uso do álcool em gel na pele.

Vale saber, o álcool 70 ― aquele indicado para essa higienização ― tem um nível alto de química que, com o tempo, pode acabar irritando a pele.

Ainda, para os que têm pele sensível, o mais recomendado é fazer o uso do álcool em gel em sua apresentação padrão, ou seja, sem cheiro e incolor.

Versões com adição de cor ou aroma podem ser ainda mais abrasivas.

A hidratação é estratégia contra o ressecamento

O ressecamento é o efeito mais comum decorrente do uso frequente do álcool em gel. Quer você tenha pele sensível, quer não a dica é apostar na hidratação.

Alguns álcoois em gel são também hidratantes e, assim, ajudam a amenizar ou a evitar o ressecamento. Caso você não encontre um desses para comprar, existem outras medidas a serem adotadas.

Uma delas é o uso de sabonetes mais suaves porque quando há adição de corantes e aromatizantes, sobretudo aqueles perceptivelmente mais fortes, a irritação da pele pode se agravar.

Convém procurar por sabonetes orgânicos, feitos com óleos vegetais ou manteigas para ter consigo uma opção capaz de higienizar as mãos, mantendo a suavidade da pele.

Ainda, você pode fazer o uso de hidratantes para as mãos. Existem produtos exclusivos para essa área do corpo e, em geral, têm tamanho compacto para que possam ser facilmente carregados por aí.

Luvas podem ser alternativa para os alérgicos

Caso você já tenha uma alergia a álcool em gel ou desenvolva uma dermatite de contato, o uso de luvas cirúrgicas sem talco pode ser a alternativa para o manuseio de objetos que possam estar contaminados.

Quanto a isso, é preciso ter cuidado! O uso de luvas não é indicado à toda população como instrumento de proteção contra o novo coronavírus, sobretudo por passarem uma sensação de falsa segurança.

Assim como as mãos, luvas também podem ser contaminadas e qualquer desatenção que leve você a colocar as mãos no rosto, achando que a luva traz total proteção, pode levar à infecção.

Além disso, com o tempo de uso as luvas se tornam mais porosas, o que acaba permitindo a passagem do vírus.

Com isso, avalie bem suas alergias e a situação antes de usar as luvas. Caso você tenha fácil acesso a água e sabão, por exemplo, o item se torna dispensável.

Atenção para evitar as perigosas queimaduras

Por fim, falemos das queimaduras por álcool em gel. Não é que o álcool vai, sozinho, acabar queimando a sua pele, mas em determinadas circunstâncias, o risco de combustão é real.

Pode ser que você já tenha visto por aí algum dos vídeos que “viralizaram” ao mostrar que o álcool em gel pega fogo sim, ainda que a chama seja praticamente invisível.

O uso frequente do álcool em gel, sobretudo em casa, pode fazer você se esquecer de que fez a assepsia das mãos com o produto e se aproximar de uma chama acesa no fogão, por exemplo.

Em uma situação assim, o risco de queimadura existe.

Qualquer aproximação de fogo tendo feito a higienização das mãos e braços com álcool em gel é perigosa.

Por isso, o produto é recomendado para uso fora de casa ou em locais em que o acesso à água e sabão seja difícil ou inexistente.

Assim, se você precisou sair de casa e até levou o álcool em gel consigo, ao voltar, lave as mãos com a boa e velha mistura de água e sabão ao invés de usar o produto novamente.

O uso do álcool em gel é importante e o produto afastar de você uma ameaça que pode ser mortal.

Apesar disso, para evitar problemas, tenha em mente nossas dicas para proteger sua pele contra os efeitos nocivos.

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