Para você, qual refri tem o sabor da infância? A memória afetiva muitas vezes nos pega de jeito e, pensando nisso, a Obabox resolveu fazer uma pequena viagem ao passado para falar sobre refrigerantes antigos.

A ideia é refrescar sua memória quanto à variedade de bebidas que costumava ser encontrada facilmente em mercados, lanchonetes e padarias. Você vai notar que algumas marcas permanecem, enquanto outras desapareceram, se tornando completas desconhecidas das gerações que vieram depois.

Antes de chegar à lista dos refrigerantes antigos, porém, passamos pela curiosa história da criação da bebida e a forma como os indivíduos se relacionam com ela até os dias de hoje. Vamos lá?

Uma breve história do refrigerante

Acredite se quiser, mas as origens do refrigerante estão ligadas à tentativa de transformar bebidas em medicamentos.

Tudo começou quando uma empresa francesa misturou água, sumo de limão e açúcar lá em 1676. Por muito tempo, porém, a bebida permaneceu sem o gás que lhe é tão característico.

Foi só em 1830 que a possibilidade de acrescentar gás a líquidos tornou-se comercial. Naquela época, seguindo os passos dos boticários, os farmacêuticos tentavam integrar ingredientes curativos à bebidas gaseificadas.

A saber, direto dos balcões das farmácias era produzida a soda, vendida para tratar problemas simples como as cólicas ou mais graves como a poliomielite.

Gradativamente, farmácias por todos os Estados Unidos ganharam suas fontes de soda. Misturas feitas com limão, morango e gengibre receberam o nome de “xaropes gasosos” e se tornaram um sucesso.

Para que você tenha uma noção, muitas farmácias deixaram de comercializar medicamentos para vender apenas a nova bebida.

Coca-Cola para “ajudar na digestão”

Em 1886, um farmacêutico americano chamado John Pemberton criou um composto à base de noz-de-cola, folha de coca e outros ingredientes que tinha a cor caramelo e o misturou com água carbonada, ou seja, com gás.

Depois de ter sido apresentado à bebida, o contador de Pemberton, um homem chamado Frank Robinson, a batizou de Coca-Cola. A Coca-Cola era vendida em farmácias para ajudar na digestão. No Brasil, sua produção começou na cidade do Recife, em 1941.

E Pepsi Cola surgiu em 1898 usando a mesma noz-de-cola e uma enzima, chamada pepsina, uma enzima digestiva, com o objetivo de justificar a ideia de um produto capaz de ajudar na digestão.

O consumo de refrigerante no Brasil

Uma pesquisa realizada em todas as 27 capitais do país mostra que 23% dos entrevistados bebem refrigerante em ao menos cinco dias da semana. Entre os homens, esse consumo quase diário é mais elevado (17,7%) do que entre as mulheres (11,6%).

Para ambos, a tendência é que o hábito de beber refrigerantes se torne menos frequente com o avanço da idade. Mas isso é o suficiente para tirar o Brasil dos top 10 dos maiores consumidores da bebida no mundo!

Com base nos dados do ranking, o país “campeão” em consumo de refrigerantes é a China. Em 2018, os registros da ingestão per capita média foram de 410,7 litros. Na sequência, aparecem os Estados Unidos com 56,8 litros e a Espanha, com 267,5 litros.

O Brasil aparece em último nessa lista dos 10 países, com consumo médio de 114,6 litros de refrigerante por pessoa. Em comparação com os números do top 3, pode até parecer que bebemos pouco refrigerante, mas certamente não é pouco o bastante para que especialistas da área da Saúde estejam tranquilos.

A importância da moderação no consumo

Como vimos por meio do resgate da história da bebida, quando foi criado para ser um medicamento, o refrigerante fez sucesso mais pelo seu gosto do que por suas esperadas propriedades curativas.

Depois que os produtores entenderam o potencial de venda dos refris, é certo que fizeram mudanças e adaptações para tornar a bebida ainda mais saborosa, refrescante e agradável. Alguns diriam até… viciante!

Se não você mesmo, é provável que você encontre no seu círculo familiar ou de amizades alguém que toma refrigerante todos os dias. Pode até encontrar quem consuma a bebida até mesmo pela manhã e quem alegue não conseguir almoçar sem um copo de refri ao lado.

O que precisa de atenção é o fato de que estamos falando de uma bebida cheia de corantes e conservantes, além de alta quantidade de açúcar e que, por essa razão, são um risco à nossa saúde. 

As versões light, diet ou zero podem até ser menos perigosas, mas não são consideradas boas porque só o açúcar sai enquanto as demais substâncias nocivas permanecem.

O consumo exacerbado do açúcar tem efeitos negativos para indivíduos de qualquer faixa etária. A preocupação principal das autoridades de saúde, porém, se dá pela associação da bebida ― e de outros alimentos açucarados ― com o aumento dos índices de obesidade e diabetes entre crianças e adolescentes.

A todos os demais, fica o alerta de que refrigerantes podem acelerar o envelhecimento e que prejudicam estômago, fígado, dentes e ossos. Uma junção de bons motivos para maneirar no consumo e dar preferência a alternativas mais naturais e saudáveis, não acha?

“A ideia do consumo de refrigerante, quando for o caso, deve estar associada a eventos fora da rotina e sempre associada à moderação. Portanto, sobre esta bebida, não devemos buscar associações ou justificativas pautadas na saúde do consumidor, mas sim na necessidade do respeito a memórias construídas em que o refrigerante está inserido em determinados contextos sociais.”

Essa fala é de Ariane Bomgosto, especialista em nutrição comportamental que entende o lugar que a bebida ocupa na sociedade, mas não nos deixa esquecer que há riscos envolvidos no consumo frequente dos refrigerantes.

Refrescando a memória com os refrigerantes antigos

Agora que você já conhece melhor a bebida e os motivos para o consumo moderado, não corre o risco de querer se ingerir altos volumes assim que acabar a leitura deste post! Por isso, podemos apresentar nossa lista de refrigerantes antigos para refrescar ou resgatar suas memórias. Veja só:

  • Grapette
  • Fanta Guaraná
  • Fanta Limão
  • 7UP
  • Guaraná Brahma
  • Mirinda
  • Gini
  • Mineirinho
  • Pop Laranja
  • Guaraná Taí
  • Guaraná Baré

A maioria dos refrigerantes antigos eram conhecidos em todo o Brasil, mas sempre existiram os que fizeram mais sucesso em uma ou em outra região do nosso extenso país.

E aí, gostou do post? Conta pra gente nos comentários de quais desses refrigerantes você se lembra!

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2 Comments

  • ciomara de jesus rodrigues, 1 de fevereiro de 2021 @ 16:57 Reply

    Eu adorava o GINI

  • José Lourival, 20 de fevereiro de 2021 @ 22:57 Reply

    Tem fotos dos refrigerantes barés de 1966 do Amazonas

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