Tem um aspecto da nossa saúde que, infelizmente, só nos preocupamos na infância e quando já estamos na melhor idade: o equilíbrio. Ao nascermos, obviamente, não estamos preparados para nos colocarmos de pé e, com o passar dos anos, devido ao envelhecimento natural do nosso organismo as quedas tornam-se perigosíssimas.

O cuidado com pessoas de idade mais avançada deve ser meticuloso, pode parecer bobagem, mas a queda de idosos tem sido um dos fatores mais preocupantes para médicos e, obviamente, para os familiares.

Dados de idosos no Brasil

Nós somos um povo descuidado com as pessoas de idade avançada, acreditamos que apenas remédios sejam de seus interesses, porém, não temos noção nem sequer do tamanho da população mais velha.

Para vocês terem uma ideia, em 2016, a população mais idosa correspondia a mais de 13% do total de brasileiros. É algo em torno de 28 milhões de idosos no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):

  • em 2026: serão 38,5 milhões de idosos. 17,4% de toda a população;
  • em 2031: a população de idosos irá superar o número de crianças e adolescentes. Serão 43,2 milhões de idosos contra 42,3 milhões de jovens com idade entre 0 e 14 anos.
  • para 2042, a previsão é que sejamos 232,5 milhões de brasileiros. A população idosa representará 24,5%, seremos 57 milhões de idosos e;
  • até 2050: os idosos representarão uma parcela maior do que a população de pessoas com idade entre 40 e 59 anos.

Esses dados mostram que devemos começar, ou já deveríamos estar fazendo alguma coisa para melhorar a qualidade de vida das pessoas mais velhas. O cuidar de idosos significa também cuidar do nosso futuro.

Todo o cuidado que temos hoje, servirá para a gente daqui alguns anos. Começar desde já a elaborar medidas preventivas para a saúde de idosos, garante que daqui alguns anos estaremos seguros.

E, dentre todos esses cuidados, vamos ficar atento ao dia a dia, pois os riscos para a saúde não estão apenas em doenças, vírus. Existem outras fatores preocupantes para nossa saúde e, que merecem atenção redobrada para quem tem idade um pouco mais avançada.

Causas e riscos da queda de idosos

Quando somos crianças e estamos aprendendo a engatinhar e andar, sempre que levávamos um tombo, ouvíamos: “Ele caiu! Faz parte, ele vai aprender ainda!”. E, quando fomos crescendo, os joelhos ralados eram troféus de nossas peripécias. Os gessos, de nossas pernas e braços quebrados eram murais para autógrafos de nossos amigos.

Mas, é aquela história: organismo novo se recupera rapidamente!

E o que acontece quando nosso corpo já não tem o vigor para uma recuperação imediata? Aí começa a preocupação: a queda é a principal causa de morte acidental entre idosos e já é considerada um problema de saúde pública.

Causas de queda de idosos

O envelhecimento do corpo é um dos principais fatores, a visão já não é a mesma, com dificuldade de enxergar em determinados ambientes. A firmeza dos músculos das pernas e braços já não garante o equilíbrio. 

Mas, há outros problemas – alguns bem graves – que ocasionam a queda:

  • doenças no sistema motor, por exemplo: parkinson, esclerose múltipla, hidrocefalia, artrose no joelho e neuropatia diabética;
  • sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • problemas de visão, como por exemplo, a catarata;
  • uso de medicamentos como sedativos, hipnóticos e ansiolíticos.

Um fator agravante a todos esses é o consumo de bebida alcoólica. 

A consequência mais grave que o idoso pode ter em virtude de uma queda é a quebra do fêmur, o maior osso do corpo humano. O seu rompimento pode significar a perda total de sua capacidade funcional.

Essa é uma consequência que leva ao aumento da mortalidade de idosos, cerca de 30% a 40% não conseguem a recuperação.

É muito importante o cuidado com a população idosa, são cuidados simples, que por diversas vezes são negligenciados. Aproximadamente 30% das pessoas com mais de 65 anos de idade caem pelo menos uma vez por ano. Depois dos 80 anos de idade, essa porcentagem pode chegar a 50%.

Dicas para prevenir a queda dos idosos

  • Elimine qualquer obstáculo, por menor que seja: fios, tapetes e outros objetos pequenos e escorregadios;
  • Implante barras de apoio em banheiros, quartos, salas e corredores. Escadas devem ter corrimão dos dois lados;
  • Dê preferência aos sapatos fechados e com solado antiderrapante;
  • Verifique a iluminação da casa. Certifique-se que nos principais cômodos e nos caminhos que levam até eles, haja uma iluminação adequada;
  • Evite passar cera no piso;
  • Se precisar, faça uso de bengala como apoio.

São cuidados simples como esses que fazem toda a diferença. Exercícios físicos, sob orientação médica, também é de grande valia e proporciona uma qualidade de vida ainda melhor.


Esquecemos de alguma dica? Como você se cuida para não tomar tombos na vida? Conte para a gente!

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