Imagine você, compositor de longa data, lança um trabalho autoral, que foi gravado com todo o seu amor e dedicação, para tocar os corações e mentes das pessoas. Mas aí vem alguém e, de forma ilícita, se apropria da sua obra e revende seu disco ou CD original no mercado informal da pirataria.

Infelizmente, essa ainda é uma prática comum e ocorre a céu aberto em várias cidades do país. Até aqui não há nada de novo, certo? O que talvez seja novidade é o fato de que, conforme estudo do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), somente no ano de 2019 o país perdeu mais de R$ 219 bilhões para o mercado ilegal. 

O valor representa a soma de prejuízos para aproximadamente 15 setores industriais, sem contar nos encargos tributários que não são recolhidos. 

Com o objetivo de orientá-lo a buscar sempre consumir produtos autorais para valorizar os artistas, no post de hoje abordaremos as peculiaridades de um disco ou CD original e pirata e como fazer essa diferenciação. 

Aproveitem o post!

Por que é tão fácil piratear um disco ou CD no Brasil? 

A evolução tecnológica proporciona inúmeros benefícios, porém, inevitavelmente, algumas pessoas a utilizam para práticas criminosas e a indústria fonográfica também é vítima deste processo. 

Atualmente, ficou fácil realizar cópias de produtos para revenda, principalmente por existirem softwares especializados que possibilitam fazer isso. 

É fato que algumas réplicas não ficam tão boas, chegando ser nítida a falsificação aos olhos do consumidor, já outras não são tão perceptíveis assim. Mas a questão é que CDs e discos podem ser pirateados sem grandes dificuldades para serem comercializados no mercado paralelo. 

Qual o impacto das plataformas de streaming no combate a pirataria? 

Se por um lado vimos a tecnologia a serviço do mal, não podemos deixar de destacar o que ela traz de bom para a indústria fonográfica, certo? 

Um grande exemplo é o crescimento das plataformas de streaming como Spotify e Deezer que conseguem combater o mercado ilegal, possibilitando ao artista gerir a sua obra dentro de um determinado espaço e receber devidamente por isso. 

Além disso, trata-se de uma forma de você permitir ao seu público ter acesso ao seu trabalho de uma forma legal e eficiente, proporcionando a melhor experiência em contato com sua obra, por um preço acessível. 

A pirataria é uma questão cultural em solo brasileiro? 

Essa é uma discussão ampla e que nos permite analisar sob diversos ângulos para melhor compreender este problema. 

Com todas as facilidades para falsificar uma obra colocadas até aqui, os piratas, cada vez mais destemidos, mergulham de cabeça na prática de reprodução não autorizada de conteúdo, visando obter lucro fácil e em larga escala. 

Por outro lado, é preciso, não justificar o delito, mas sim lançar um olhar sobre a perspectiva do consumidor que geralmente recorre a compra de produtos desta natureza, em função da ausência de uma renda significativa da família, visando ter acesso a algo que tanto deseja. 

Mas então a condição socioeconômica das pessoas justifica descumprir a lei? De forma alguma! A discussão que se propõe com essa argumentação é de que a pirataria pode estar também ligada a uma questão muito mais ampla, que é a da condição das classes com menor poder aquisitivo que, para obter produtos e serviços, recorrem a práticas ilegais.   

Na hora da compra, como saber se aquele disco ou CD foi lançado de forma legal?

Existem algumas formas bem básicas e fáceis para você identificar se determinado produto é “fake” ou não. Veja algumas delas!

Embalagens

Se a primeira impressão é a que fica, esse ditado popular algumas vezes se aplica para identificar quando o disco ou CD é pirata ou não. 

Para começar, alguns produtos são comercializados em sacos plásticos, contendo apenas a capa e contracapa, sem o encarte do artista. Além disso, muitas vezes na parte de cima tem uma etiqueta ou outro papel colado. 

Já os originais, estão geralmente naquelas caixinhas de acrílico e sempre veem com capa, contracapa e encarte, todos produzidos com papel especial e resistente. Os produtos originais também são impressos em serigrafia, que é quando a arte é impressa diretamente no disco e com elevado padrão de qualidade. 

Coloração do CD

No que se refere a um CD especificamente, a parte de leitura dos originais geralmente é prateada, enquanto que, geralmente, os falsificados podem aparecer na cor azulada, verde ou roxo. 

Entretanto, fique esperto! Alguns comerciantes de produtos piratas já vendem o material também com um tom acinzentado original, tudo para ludibriar o consumidor, fazendo a pessoa comprar o famoso “gato por lebre”. 

Código no miolo

Essa característica não tem erro e não vão conseguir enganá-lo neste quesito. O fato é que todo CD e DVD original tem um código específico no miolo, bem na parte central da mídia. 

Esse registro traz sempre as siglas IFPI (International Federation of Phonographic Industry) – Federação Internacional da Indústria Fonográfica.

Observando todos estes parâmetros observados até aqui, você poderá fazer suas compras com segurança e tranquilidade. 

Conclusão

O objetivo do post de hoje é alertar para a importância do consumo de produtos autorais, buscando valorizar a obra dos artistas que contribuem para a democratização da cultura em todo o Brasil. 

Entretanto, buscamos também fazer menção a possíveis razões que levam a esta prática, passando inclusive pelo viés econômico e social da população brasileira, reiterando mais uma vez que nada justifica o delito, mas não deixa de ser uma vertente de análise. 

Por fim, mostramos que, se você aprecia a obra autoral e de qualidade e não abre mão disso, é importante saber que ela vem com alguns atributos como impressão de alta qualidade, capa, contracapa e encarte com todos os detalhes, disco prateado e com a sigla IFPI. 

Curtiu nosso conteúdo? Quer saber um pouco mais sobre música e indústria fonográfica? Não deixe de ler o artigo “Não vive sem um som? Conheça a história da origem da música!” que está aqui no nosso blog.

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