Já esteve em uma loja olhando um utensílio feito de plástico e recebeu a informação de que era excelente e livre de BPA? Entendeu o que isso significa?

Nos últimos anos, a ideia de produtos BPA free, sobretudo para uso na cozinha ou para o acondicionamento de alimentos, se tornou presente em nosso dia a dia. Ficou entendido que o tal do BPA é ruim, mas isso não basta para compreender a situação.

Neste post, vamos te contar um pouco mais a respeito para que você saiba o que é BPA e porque evitá-lo é tão importante para sua saúde. Acompanhe!

BPA e BPA free

BPA é a forma popular de fazer referência a um composto chamado Bisfenol A. Falamos de uma substância química que é usada na fabricação do policarbonato. Já ouviu esse nome?

É um plástico muito usado em itens de cozinha como potes, talheres, pratos e também presente em mamadeiras. chupetas e copinhos para bebês e crianças.

Entenda, porém, que não são todos os itens que contém o Bisfenol A. Quando a embalagem anuncia BPA free, está informando que aquele item é livre de BPA, ou seja, não tem o policarbonato em sua composição.

Para mamães e papais, a preocupação em encontrar utensílios sem BPA é maior sabemos que a saúde das crianças é mais frágil e é comum o desejo de manter os pequenos o mais afastados possível de químicos nocivos.

Entretanto, você logo vai entender que jovens e adultos também podem adotar essa preocupação e dar preferência à plásticos que sejam livres de BPA.

Riscos do BPA à saúde

O “xis” da questão é que, quando levado a altas temperaturas, o policarbonato libera BPA, podendo contaminar alimentos e bebidas. Com isso, pouco a pouco, nosso organismo também vai sendo contaminado.

Em 2010, a OMS ― Organização Mundial da Saúde ― realizou e divulgou estudos indicando que altos níveis de BPA no organismo podem representar riscos. O composto estaria associado a diferentes doenças, em maioria do sistema endócrino, o que levaria ao desequilíbrio hormonal.

Entre os efeitos que o Bisfenol A pode ter, destacamos aqui:

  • Aborto espontâneo;
  • Fetos que não se desenvolvem adequadamente;
  • Problema no desenvolvimento do sistema nervoso central (em crianças);
  • Puberdade precoce;
  • Problemas no funcionamento da tireóide;
  • Câncer de mama ou de próstata.

Como consequência, o Brasil decidiu proibir a importação de mamadeiras que não fossem BPA free. Isso porque, como indicamos antes, o sistema dos bebês é mais frágil e, portanto, pode ser mais impactado.

Ainda, em 2012, foi criada uma lei seguindo orientações da Anvisa para proibir a comercialização de mamadeiras com Bisfenol A no país. A decisão, porém, foi tomada como precaução e, por isso, outros itens plásticos ainda podem conter a substância.

A questão é que o texto legal estabelece “limite máximo de migração específica desta substância para o alimento que foi definido com base nos resultados de estudos toxicológicos”.

Polêmica! É importante dizer que nem todos os estudiosos adotam o mesmo tom para falar do BPA. Há os que defendem que os estudos foram feitos com roedores e que, diferente deles, os seres humanos conseguem lidar melhor com a substância.

É por isso que é possível enxergar toda essa questão sobre o BPA como uma polêmica. Diante dessa situação, talvez a decisão de usar ou não utensílios que contenham o Bisfenol A esteja totalmente em suas mãos.

Você acha que vale o risco ou prefere evitar o composto agora que entende o que é livre de BPA e sabe por que essa preocupação existe?

Como evitar o BPA

Desde que o Bisfenol A começou a ser apontado como um possível vilão, o mercado entendeu a demanda dos consumidores por produtos BPA free e começou a oferecê-los.

Atualmente, é fácil encontrar potes BPA free e o mesmo vale para diferentes itens feitos de plástico ou similares. Com isso, você pode afastar esse possível risco de sua vida.

Tenha em mente que há plásticos que podem ir ao microondas e que podem conter BPA. É especialmente nesse momento que você expõe o material a altas temperaturas que podem resultar na contaminação que mencionamos.

Com isso, para evitar o BPA leve em consideração os seguintes pontos:

  • Ao comprar plásticos, busque por aqueles que tenham um selo BPA free ou livre de BPA no rótulo;
  • Caso não encontre o selo, dê atenção ao símbolo de reciclagem. Aqueles com os números 3 e 7 indicam que pode existir BPA na composição.

O único composto plástico livre de BPA é o polipropileno. Ao conferir o símbolo da reciclagem, você vai encontrar o número 5 como identificação;

  • Tenha em mente que plásticos mais duros e transparentes, quando não têm nenhuma indicação sobre reciclagem, costumam ter BPA;
  • Sempre que possível, substitua o uso do plástico por vidro, aço inoxidável ou porcelana para acondicionar alimentos e bebidas.

Considere que, com a busca por itens BPA free, substitutos que compõem plásticos começaram a ser usados. É o caso, por exemplo, do BPS e do BPF.

Entretanto, também há estudos que apontam os outros bisfenóis como tão perigosos quanto ou até mais nocivos que o BPA;

  • Caso plásticos com BPA estejam em uso em sua casa, evite ao máximo expô-los a altas temperaturas ― assim como resfriá-los, pois também não é indicado.

Com tudo isso, o caminho para evitar o Bisfenol A e seus riscos é ter atenção na hora da compra para optar por produtos BPA free ou por aqueles que sejam feitos de outros materiais que não representem riscos à saúde.

Ainda, é válido conferir os plásticos que estão em uso em casa para se certificar de não expor aqueles que contenham BPA a extremos de temperatura. Caso tema se esquecer disso no dia a dia e prefira se livrar desses plásticos, a dica é encaminhá-los para um centro de reciclagem.

Esperamos que este post tenha sido útil para que você entendesse um pouco mais sobre BPA e produtos BPA free.Que tal desvendar outras questões também? Confira o post: Microondas: vilão ou mocinho da cozinha? e conheça a verdade sobre o eletrodoméstico!

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