Já ouviu a expressão “dar nome aos bois”? Fazer isso, ou seja, nomear algo é importante para que a gente reconheça as pessoas ou a situação descrita, saiba identificá-la e, se preciso, combatê-la.

É isso o que queremos fazer neste post ao falar de ageísmo: a discriminação que uma pessoa sofre em razão de sua idade mais avançada. Talvez o termo seja uma novidade para você, mas acreditamos que o problema não.

O ageísmo ― que deriva de age, em inglês ― é a forma de discriminação mais “normalizada” e ainda não ganhou a devida atenção. Precisamos mudar isso!

Diga ‘olá’ para a melhor idade

Em 1940, a média da expectativa de vida girava em torno dos 61 anos. De lá pra cá, registramos um aumento de 31 anos na esperança de vida do brasileiro. Diferença boa, né!

Existem alguns fatores por trás disso como, por exemplo, o avanço da medicina e da tecnologia que favorece a manutenção da saúde e da qualidade de vida por mais tempo.

Atualmente, uma pessoa com 61 anos pode ser considerada jovem. Claro, não é uma comparação com alguém que recém entrou na vida adulta, mas sabemos que, nessa faixa etária, muitas pessoas ainda estão “inteironas”.

Com tudo isso, a terceira idade no Brasil é repleta de pessoas ativas, independentes e cheias de disposição, inclusive para aprender coisas novas.

É certo que desafios ainda existem. A saúde merece mais atenção e é natural que algumas dores estejam presentes e que o uso de certos medicamentos façam parte da rotina.

Ainda assim, a melhor idade existe e, no mais positivo dos cenários, chega para todos; o que faz ainda mais importante o combate ao ageísmo.

A ‘aversão’ ao envelhecimento à velhice

As relações humanas variam de uma cultura para outra, além de ter influência das percepções individuais.

Segundo o Portal do Envelhecimento, “algumas culturas veem seus idosos como um fardo e gasto e optam por abordagens mais violentas para atendimento ao idoso”.

Infelizmente, se você pesquisar, vai encontrar notícias de maus tratos que têm relação com o ageísmo ainda que os autores da violência desconheçam o termo ou nunca tenham refletido sobre essa discriminação.

Em casos assim, a gente consegue perceber facilmente o problema, não é mesmo? Mas o ageísmo não está presente somente quando a situação vira caso de polícia.

As pessoas, em especial as mulheres, sofrem há décadas com a pressão de manter uma aparência mais jovial. Manter os fios brancos ou escondê-los com tinta, por exemplo, deve ser uma opção, mas é algo que já foi tratado como uma imposição e ainda o é em alguns círculos.

Quer um exemplo? Em pleno 2021, a atriz Sarah Jessica Parker foi criticada por evitar procedimentos estéticos e viver bem com suas rugas na face. O ageísmo se esconde por trás de “piadas” e de comentários “sincerões” completamente rudes.

Claudia Arruga, influenciadora “cinquentona e curiosa”, foi uma voz contra o ageísmo ao dizer “nos deixem envelhecer em paz, partindo em defesa de Parker ― e de todas as outras pessoas.

Com esse exemplo, você pode ser firme ao dizer que não praticou discriminação contra uma pessoa por sua idade e isso é ótimo! Talvez, porém, pode não ter sido gentil com você ao notar sinais de envelhecimento.

Toda essa reflexão é importante para entendermos que há um caminho que pode nos levar, enquanto indivíduos ou sociedade, ao ageísmo e um caminho que nos afasta dessa realidade ruim.

O sinal de alerta durante a pandemia da Covid-19

Essa ‘aversão’ ou discriminação às pessoas mais velhas é algo que pode vir à tona tão logo nos sintamos pressionados. Aqui, falamos da sociedade de um modo geral.

Vimos isso lá em março de 2020, quando a pandemia da Covid-19 passou a ser um assunto e um medo no Brasil. Àquela época, tínhamos os idosos como grupo de risco e foco das nossas preocupações.

Pode ser que você se lembre de posicionamentos que ganharam as redes, dando a entender que a morte de idosos seria um problema menor do que a morte dos mais jovens.

Inclusive, quando a situação apertou lá na Itália, ficamos alarmados em saber que os médicos precisavam escolher quem viveria e quem não, tendo a idade dos pacientes como um dos critérios.

Ali, os médicos se depararam com uma realidade extrema, mas houve quem não se sensibilizasse diante disso por entender que, por serem um fardo, idosos poderiam mesmo ser preteridos. Isso é o ageísmo em sua face mais cruel.

Como combater o ageísmo

Ufa, respira! Sabemos que os exemplos sobre ageísmo podem causar mal estar, mas era preciso contextualizar e mostrar o quão sério esse problema é. Agora, seguimos para falar da formas de combater essa discriminação.

Pesquisadores da Universidade de Cornell (Estados Unidos) indicam que o preconceito contra idosos pode ser combatido com educação e com a convivência entre gerações.

“Quando as pessoas aprendem sobre o envelhecimento, e como este é um processo natural que abrange toda a humanidade, se tornam menos negativas em relação à questão e mais à vontade para interagir com idosos”, explica Karl Pillemer, professor de desenvolvimento humano e gerontologia na Cornell.

Os estudiosos da Cornell entendem que, o caminho para combater o ageísmo passa por:

  • educação;
  • convívio intergeracional;
  • uma combinação das medidas acima.

Na Obabox, entendemos que essa educação se volta especialmente aos mais jovens que precisam aprender a respeitar o envelhecimento e os idosos.

Mas também entendemos que a educação pode abrir caminho para que a terceira idade mantenha sua independência e siga mostrando que é capaz; algo que pode ajudar a reduzir a discriminação.

Por isso, temos o Conecta Box!; um curso de inserção no mundo digital oferecido a quem compra um ObaSmart e quer, como qualquer outra pessoa, participar plenamente dessa sociedade cada vez mais conectada.

Conclusão

O ageísmo existe, mas talvez ainda não seja levado a sério o suficiente para que sejamos ativos no combate. Esperamos que este post tenha te ajudado a refletir sobre o assunto porque precisamos somar forças aqui.

E, para encerrar, deixamos uma reflexão um tanto quanto óbvia, mas que escapa a quem discrimina os mais velhos: na melhor das hipóteses, todos vamos envelhecer!

Achou o post útil? Compartilhe-o para que mais pessoas participem do combate ao ageísmo!

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