Inteligência emocional: você sabe o que é isso? Sabe por que e como se empoderar para fazer com que sua fase da vida na terceira idade seja mais agradável e leve?

Preparamos este post para que você saiba mais sobre o assunto e descubra o caminho para desenvolver essa inteligência que vai melhorar sua relação consigo e com os outros, além de sua qualidade de vida. Acompanhe!

O que é inteligência emocional?

Pode ser que você já tenha ouvido alguém mencionar inteligência emocional por aí, mas tudo bem se ainda não souber ao certo o que este conceito significa. Vamos explicá-lo agora.

Inteligência emocional é a capacidade de lidar com suas próprias emoções e saber como usá-las a seu favor. É também a habilidade de compreender as emoções alheias e encontrar formas de saber como tornar seus relacionamentos e conexões com outras pessoas mais saudáveis.

Para os psicólogos Peter Salovey e John D. Mayer, inteligência emocional é “a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, além de saber regulá-la em si mesmo e nos outros”.

Em outras palavras, trata-se de sermos capazes de perceber emoções e saber o que fazer com elas em cada situação da vida. Habilidades como a autorregulação, a automotivação e a empatia estão no rol das que nos garantem uma inteligência emocional mais desenvolvida.

Ainda, a inteligência emocional está intimamente relacionada a um processo de autoconhecimento que só tende a nos ajudar a elevar a nossa qualidade de vida. Pouco a pouco, deixamos de viver em uma sociedade em que falar de sentimentos é ruim ― sobretudo para os homens ― ou em que precisamos nos mostrar fortes o tempo todo.

Essa abertura para repensar nossas emoções, aprender a reconhecê-las e a lidar com elas é justamente o que faz parte do desenvolvimento da inteligência emocional de cada um. Algo que beneficia o indivíduo e o coletivo.

Além de melhorar nossa relação conosco e com o mundo à nossa volta a nível pessoal, a inteligência emocional é também muito valorizada no mercado de trabalho.

Suas habilidades estão entre as que os recrutadores classificam como soft skills, habilidades não-técnicas que contribuem para fazer de alguém uma pessoa capaz de agregar valor à equipe ou empresa.

Por que preocupar-se com isso agora?

Por que falar em inteligência emocional para idosos? Foi-se o tempo em que entrar na terceira idade era sinônimo de estar, quase que inevitavelmente, em uma condição frágil de saúde.

Foi-se o tempo em que a figura de um pessoa curvada e de bengala era adequada para fazer referência aos idosos. Em que, no imaginário coletivo, alguém com 60 anos ou mais era um vovô ou uma vovó sempre quietinha em uma cadeira de balanço, quase sem energia.

Aumento na expectativa (e qualidade) de vida

Nos últimos anos, a sociedade registrou aumentos na expectativa de vida. Não sem motivo, tramita um Congresso um projeto de lei que visa aumentar de 60 para 65 anos a idade a partir da qual as pessoas devem ser consideradas idosas e obter os devidos benefícios.

Se pensarmos bem, há muita gente com 65 ou mais que leva uma vida ativa e saudável, ainda com energia para aproveitar seus dias, se relacionar, viver experiências novas e por aí vai.

Com isso, já não faz qualquer sentido a ideia de que é “tarde demais” para pensar em autoconhecimento ou desenvolvimento da inteligência emocional na terceira idade.

A vida ativa dos idosos hoje em dia, inclui até mesmo a retomada de uma vida produtiva. Falamos sobre isso no post sobre o Mercado de trabalho na terceira idade, publicado aqui no blog.

A importância da socialização

Há ainda mais motivos que justificam a busca pelo empoderamento que a inteligência emocional traz. Não raro, idosos acabam sofrendo com a solidão e o isolamento. A independência dos filhos, a passagem dos parceiros e amigos e a redução do número de eventos sociais contribui para essa situação.

Como se não bastasse, as relações modernas têm se desenvolvido muito à base do virtual, muitas vezes deixando o contato presencial em segundo plano. Algo que tende a intensificar esses sentimentos.

Existem formas de tentar promover uma reaproximação que evita ou minimiza tais problemas. Além disso, porém, desenvolver a inteligência emocional é benéfico para que lidar com essas situações seja menos doloroso e tenha consequências mais suaves.

Por vezes, a tristeza provocada pela redução do contato com pessoas queridas ou a dificuldade em expressar sentimentos aumentam a distância emocional entre os idosos e aqueles com quem gostariam de manter contato.

A falta dessa inteligência faz com que seja mais difícil criar e aproveitar bem oportunidades de diálogo emocional. Assim, o isolamento intergeracional ― ou seja, entre gerações ― tende a se agravar.

Quanto a isso, não se engane! Estamos focando na questão da inteligência emocional para idosos, mas essa habilidade deve ser desenvolvida por pessoas de todas as faixas etárias.

A questão é que os mais jovens estão crescendo em uma sociedade um pouco mais aberta e atenta a isso, o que lhes dá mais chances de se empoderar neste sentido.

Como desenvolver a inteligência emocional?

Um olhar mais humano para si, para os outros e paraas emoções é o caminho para desenvolver a inteligência emocional na terceira idade ou em qualquer fase da vida. Com isso em mente, vamos a algumas dicas:

Observe e analise seu próprio comportamento

Comecemos pelo autoconhecimento. Aproveite as situações que a vida lhe apresenta diariamente, sejam boas ou ruins, e analise como você se comporta diante delas.

Quais são seus pensamentos? Seus impulsos e ações? Como você se sente física e emocionalmente? E como tudo isso impacta sua postura durante o restante do dia?

Controle suas emoções e impulsos

Emoções são naturais e a verdade é que você não pode simplesmente negá-las, mesmo quando são negativas ― falaremos um pouco mais sobre isso adiante.

O que você deve tentar fazer é ter um nível mais elevado de controle para evitar agir impulsivamente em razão da forma como se sente diante de uma situação.  Respostas impulsivas podem prejudicar nossas relações interpessoais e causar o famigerado “peso na consciência” depois.

Tentar manter a calma, ainda que seja preciso recorrer a exercícios de respiração ou a estratégias como deixar o ambiente para clarear as ideias e só depois retornar costuma ajudar.

Aprenda a lidar com emoções negativas

Há quem tente seguir a ideia de que é preciso sempre ver o copo meio cheio, olhar toda situação pelo lado positivo. Muitas vezes, essa estratégia pode ser útil, mas nem sempre se aplica ou dá certo.

Tristeza, raiva, frustração e outras emoções negativas fazem parte da vida. O mais recomendado não é tentar negá-las ou ignorá-las para fazer com que as coisas fiquem bem, e sim aprender a lidar com esses sentimentos.

Ao aceitá-las e ao aprender a lidar com elas, você assume o controle e não deixa que essas emoções lhe dominem e determinem o rumo do seu dia ou semana. 

Trabalhe sua autoconfiança

Outra dica de desenvolvimento da inteligência emocional é reconhecer seus pontos fortes e habilidades e confiar neles para superar obstáculos da vida pessoal ou profissional.

Acreditar em si mesmo é uma estratégia que vai ajudar você a determinar sua qualidade de vida.

Não tenha medo de expressar suas ideias

Muita gente tem medo de dizer o que pensa porque não quer gerar conflitos. O conhecimento que o desenvolvimento da inteligência emocional nos permite adquirir, porém, nos ajuda a saber como expressar ideias, opiniões e desejos de forma mais positiva.

Falar com os outros, por si só, é uma maneira de entender cada vez mais as próprias emoções. E, claro, ouvir os contrapontos ou opiniões alheias também nos ajuda a entender mais sobre as emoções dos outros e como lidar melhor com tudo isso.

Desenvolva a empatia

Por falar em emoções dos outros, a inteligência emocional é algo que também se apoia na empatia: a capacidade de se colocar no lugar do outro para compreender suas emoções e atitudes perante a vida.

Esse exercício nos ajuda a entender que, como nós, as outras pessoas também sentem, falham, comemoram conquistas, se arrependem, aprendem e são capazes de evoluir. Algo que nos ajuda a desenvolver a tolerância e um relacionamento mais saudável com as pessoas ao nosso redor. 

Conheça seus limites

O avanço no autoconhecimento proposto pela inteligência emocional nos permite reconhecer nossos próprios limites sem autojulgamento ou depreciação.

Reconhecer que você não lida bem com determinada situação não é atestar o fracasso. Diferente disso, é dar o primeiro passo para que você busque formas de enfrentar essa situação da melhor forma possível.

Além disso, reconhecer limitações e saber dizer “não” vai melhorar sua qualidade de vida e o relacionamento consigo mesmo porque lhe impedirá de se colocar em situações desagradáveis, ainda que não intencionalmente.

Por fim, lembre-se: o desenvolvimento da inteligência emocional é um exercício diário. Persista e, gradualmente, você perceberá que está lidando melhor com seus sentimentos e a vida como um todo.

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