Sentar em uma mesa de bar e jogar conversa fora com os amigos é um dos passatempos favoritos de muita gente. Sai cada assunto, não é mesmo? Em uma dessas, você já se perguntou sobre a história da cerveja?

Estamos falando da bebida mais consumida no Brasil. Um título que tem relação com o nosso clima quente que pede uma “geladinha” para refrescar e até com o sucesso das versões artesanais que chegaram para conquistar o mercado.

Se você quer saber um pouco mais sobre tudo isso, chegou ao post certo. Ao longo da leitura, você vai aprender sobre a história da cerveja no Brasil para poder iniciar ou participar dessa conversa sempre que quiser!

Uma obra do acaso?

Ao que tudo indica, a bebida que tem origem na fermentação de cereais foi descoberta por acaso, mas há diferentes relatos sobre o fato. A quem relacione o início da história da cerveja com o início da agricultura na Ásia Ocidental.

À época, cerca de 8.000 a.C, cereais armazenados em vasos teriam sido esquecidos pelos agricultores. Com a entrada da água da chuva, um processo de fermentação começou, dando origem ao gás e ao álcool da bebida.

Outro relato indica que a origem da produção da cerveja como bebida data de 4.000 a.C, tendo se iniciado na Suméria, uma região da Mesopotâmia que hoje conhecemos como o sul do Iraque.

“Pão líquido”

Estudos revelaram que, no Egito Antigo, a cerveja era, na verdade, um “pão líquido”. O consumo não acontecia por diversão ― ainda que deixasse as pessoas mais alegres ― e sim por necessidade. A água era imprópria para o consumo e, por essa razão, até mesmo as crianças bebiam o tal do pão líquido.

Acredita-se que cada pessoa bebia de três a seis litros de cerveja por dia. Já imaginou algo assim na sociedade de hoje?

Bebida “sagrada”

Em um dado período da história da cerveja, por volta dos anos 700 a 800, a produção da bebida passou a acontecer nos mosteiros. Isso porque os monges estavam entre os poucos membros da sociedade que eram letrados, tendo melhores condições para aprimorar as receitas, assim como o processo de produção e preservar essas informações.

Informações dão conta de que foi em um mosteiro suíço que o lúpulo foi adicionado à bebida. O objetivo era conferir um sabor mais amargo e, sobretudo, aumentar o tempo de preservação da cerveja.

A história da cerveja no Brasil

Para seguir com a história da cerveja, damos um salto até a chegada da bebida ao Brasil. Supõem-se que em 1640, o holandês Maurício de Nassau e o cervejeiro Dirck Dicx abriram a primeira fábrica de cerveja de nosso país e das Américas!

A produção feita na residência “La Fontaine” resultava em uma cerveja encorpada, feita com cevada e açúcar. Mas as bebidas que conquistavam mesmo o gosto popular eram a cachaça e o vinho. Algo que tinha relação com o fato de Portugal forçar a venda de seus vinhos para a Colônia.

A situação só foi mudar com a chegada da Família Real, em 1808. Sabendo disso, agradeça a Dom João que, acredita-se, era apreciador da cerveja e aproveitou sua vinda para abrir os portos brasileiros e derrubar uma lei da rainha portuguesa Dona Maria I que proibia a existência de fábricas da bebida no Brasil.

Com isso, o país firmou um tratado de comércio com a Inglaterra, o que fez com que nosso povo passasse a consumir cerveja de origem britânica. Foi apenas na segunda metade do século que a preferência nacional passou a ser a cerveja alemã.

Contra o imposto, a produção!

Como você deve ter entendido, por muito tempo, a cerveja consumida no Brasil era majoritariamente trazida de fora. Foi só por volta de 1830 que produção nacional deu início ao nosso capítulo da história da cerveja artesanal.

Inicialmente, imigrantes que aqui se instalaram produziam a bebida em baixa escala, apenas para o consumo familiar. Eram as mulheres as responsáveis por todo o processo, já que este era considerado parte da culinária.

Por volta de 1835, com o crescente gosto pela bebida, é que a produção aumentou com o foco na venda nos mercados locais. Por essa razão, o processo passou a contar com mão de obra escrava e de empregados.

A história da cerveja no Brasil tomou novo e significativo rumo no final do século XIX. À época, os impostos para a importação da bebida aumentaram e, por essa razão, a melhor solução foi apostar na produção interna.

Gradativamente, essa produção se intensificou, demandando a abertura de fábricas cada vez maiores e com um número crescente de funcionários. A popularização da bebida foi tamanha, porém, que não tardou para que os produtores precisassem abandonar a cerveja artesanal para produzir com mais foco na quantidade.

O mercado das cervejas no Brasil foi se tornando altamente competitivo e, para tentar vencer a concorrência, as fabricantes apostam em formas de baixar o custo da produção e, consequentemente, o custo de venda. Como é de se imaginar, isso impactou a qualidade do produto oferecido.

Das microcervejarias à retomada da cerveja artesanal

Por volta de 1980, o mundo viveu uma época de renascimento da cerveja. Acompanhando a situação, a história da cerveja no Brasil ganhou um novo capítulo com a instalação de microcervejarias e choperias país afora.

Com isso, aumentou-se a gama de opções de cervejas e as novidades tornaram o cenário mais convidativo para as mulheres. A partir daquele momento, a cerveja ganhou forças em seu caminho rumo a se tornar a bebida favorita dos brasileiros.

Em 1995, nasceu a primeira microcervejaria brasileira, a gaúcha Dado Bier, que abriu as portas para uma retomada da produção da bebida artesanal. A situação era diferente da que vivemos hoje, porém.

Já em 1999, a Companhia Antárctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma se fundem, formando a AmBev ― uma empresa poderosa no mercado cervejeiro e que desempenhou um papel importante para manter a bebida em destaque entre as mais populares do país.

Em 2014, a AmBev se fundiu com a Interbrew, de origem belga. Essa união deu origem à ImBev, nada menos do que a maior produtora de cerveja em todo o mundo!

Ainda que outras bebidas tenham seu espaço no mercado ― a cachaça e o vinho, por exemplo, nunca deixaram de ter apreciadores ―, a cerveja segue sendo preferência nacional e a bebida mais consumida no mundo.

Nos últimos anos, a produção artesanal retomou de forma bem interessante. Novos rótulos seguem surgindo no mercado, idealizados por pequenos produtores que têm por objetivo resgatar a qualidade e o sabor. Algo que resulta em custos mais elevados, mas que parece valer a pena para muita gente!

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