As mulheres estão engravidando cada vez mais tarde. A rotina de faculdade, trabalho, afazeres domésticos e busca por outros objetivos e sonhos está por trás dessa mudança. O que você sabe sobre gravidez depois dos 40?

Os avanços da medicina contribuem para que consigamos manter nossos organismos funcionando bem por mais tempo. Isso favorece as mulheres que decidem ter filhos só mais tarde, mas não podemos ignorar que a maternidade após os 40 apresenta riscos.

O objetivo desse post não é fazer ninguém desistir de ser mãe, apenas informar para que você saiba como vivenciar essa experiência da melhor maneira possível. Acompanhe!

Mudanças e dados sobre a gravidez depois dos 40

A ginecologista e obstetra Rita de Cássia Amaral, especialista em gravidez de alto risco, contou ao jornal O Tempo que, anos atrás, uma gravidez aos 30 já era motivo para espanto. O motivo era o receio de possíveis complicações gestacionais.

Foi mesmo o avanço da medicina que mudou esse cenário e fez com que a palavra “risco” passasse a ser relacionada à casos específicos e à gravidez aos 40 ou mais.

Mulheres nessa faixa etária podem passar por gravidezes tranquilas, mas o acompanhamento por profissionais se faz ainda mais recomendado desde antes da gestação. O objetivo é evitar casos de hipertensão e diabetes gestacional.

O acesso a esse tipo de informação está entre os fatores que garantem o sucesso na chamada gravidez tardia.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 1998 e 2017, o número de gestações bem-sucedidas de mulheres com idades entre 40 e 44 anos aumentou em 50%.

Em alguns casos, mulheres que buscam a maternidade após os 40 já planejavam a gravidez há algum tempo. Algo que, inclusive, leva parte dessas mulheres a congelarem seus óvulos antes dos 35 para aumentarem as chances de sucesso.

Apesar disso, nos dias de hoje, é também comum que gravidezes após os 40 aconteçam de forma natural, ainda que o processo possa ser mais ou menos difícil para cada mulher.

Os riscos da gravidez depois dos 40

Uma mulher pode engravidar enquanto tiver sua função ovariana preservada, algo que não tem uma data limite certeira. A medicina considera, com base em diferentes fatores, que o ideal é engravidar até os 35 anos de idade.

Um dos motivos é que, até essa fase da vida, o organismo da mulher está mais preparado para evitar cromossomopatias — que causam síndromes genéticas no feto, como a Síndrome de Down — e problemas gestacionais.

Isso acontece porque o avançar da idade faz com que o organismo feminino esteja cada vez menos preparado para suportar uma gestão. É comum, inclusive, que após os 40 situações de má formação e problemas na gestação resultem em casos múltiplos de abortos prematuros.

Além disso, como mencionado anteriormente, mulheres com idade um pouco mais avançada tem tendência maior a desenvolver problemas como a pressão alta ou a diabetes.

A hipertensão pode levar à pré-eclâmpsia, um problema que pode comprometer a formação do bebê e provocar um parto prematuro. Os médicos têm opções de tratamento para tentar conter a elevação da pressão e preservar a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez.

A solução para a pré-eclâmpsia, porém, é o próprio parto. Por isso, há casos em que os médicos indicam adiantar o nascimento do bebê para evitar complicações mais graves.

Em contrapartida, o nascimento prematuro carece de intenso acompanhamento para garantir o desenvolvimento adequado do organismo do bebê.

Por sua vez, a diabetes gestacional pode fazer com que o bebê receba muita glicose pela placenta, algo que também demanda atenção médica para evitar complicações para ambos.

Para engravidar após os 40

Com tudo isso, a principal dica para você que quer engravidar depois dos 40 é não ignorar os riscos, mas acreditar ― com base nas evidências ― que você pode ter uma gestão tranquila e bem-sucedida.

Para alcançar esse objetivo, vale a pena se planejar emocional e financeiramente para contar com o acompanhamento profissional. Se possível for, buscar uma médica ou médico especialista em gravidez de alto risco vai contribuir para que você tenha todas as orientações de que precisa para evitar complicações.

Se seu desejo de ser mãe estiver latente, tente não se abalar pelo alarde que muitas pessoas ainda fazem pelo medo da má formação do bebê ou problemas afins.

Conte com os profissionais para esclarecer suas dúvidas e garantir a realização de exames e medidas preventivas para a sua saúde e a saúde de seu futuro filho ou filha!

Os benefícios da maternidade depois dos 40

Nem tudo são riscos quando o assunto é a maternidade depois dos 40. É certo que a gestação é mais delicada e que mãe e bebê podem enfrentar dificuldades, mas isso não é regra.

Há relatos de mães que conseguiram engravidar de forma natural, sem passar por abortos ou complicações. Algo que se torna possível, na maioria dos casos, com o devido acompanhamento por uma equipe de profissionais.

Passado o período da espera, o nascimento do bebê é acompanhado de benefícios que são mais comuns às gravidezes após aos 40 do que àquelas que acontecem mais cedo.

Não é difícil encontrar depoimentos de mães que vivenciam a maternidade depois dos 40 comentando sobre as vantagens trazidas pela maturidade para a criação dos filhos.

Além disso, nessa fase da vida, é comum que a mulher tenha alcançado uma situação de maior estabilidade tanto na vida pessoal quanto na profissional. O que tende a amenizar os desafios da criação dos filhos.

Por fim, mas não menos importante, é válido mencionar que as mudanças pelas quais a sociedade passou também favorecem a idade da gravidez após os 40.

Antigamente, mulheres nessa faixa etária já tinham parado de ter filhos e passado anos com a difícil responsabilidade de educar as crianças e cuidar de casa.

Ainda que essas responsabilidades sigam muito atribuídas às mães nos dias de hoje, há muitos pais que já entendem que seu papel não é apenas “ajudar”.

Mais do que isso, a entrada da mulher no mercado de trabalho e na vida acadêmica longeva as tornou mais ativas, o que faz com que mulheres de 40 ainda tenham energia suficiente para passar por uma gestação e cuidar do bebê.

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