“Essa geração atual nunca vai saber o que é ter que enrolar fita cassete com ajuda de uma caneta bic!”. 

Será mesmo? Nós, da Obabox, adoramos resgatar elementos e momentos da história da música e queremos compartilhar um pouco mais disso com você.

Em nossa equipe, temos pessoas que conheceram bem a “fita k7” desde quando esse tipo de mídia era o recurso mais popular existente no mercado. O que descobrimos ― e o que talvez você ainda não saiba ― é que as fitas voltaram, então tem muita gente nova tendo contato com elas agora.

Bora rebobinar a memória e explorar um pouco da história das fitas cassete? Aproveite a leitura!

As origens da fita cassete

A invenção das fitas k7 contou com um processo que envolveu diferentes pessoas. Era ainda 1888 quando o engenheiro americano Oberlin Smith criou o uso da tecnologia magnética para a gravação de áudio.

Anos depois ― fontes divergem entre 1898 e 1900 ―, o dinamarquês Valdemar Poulsen foi responsável pela criação do primeiro aparelho capaz de fazer gravações magnéticas em fio: o telegraphone.

Gradativamente, a tecnologia evoluiu. Era 1962 quando a Philips apresentou, direto da Bélgica o toca fitas e a fita cassete ao mercado. Seu objetivo era abrir espaço para um novo padrão de armazenamento de áudio.

Não demorou para que a Philips sofresse pressão da Sony para licenciar gratuitamente suas invenções. Com isso, as fitas e toca fitas passaram a ser produzidas em massa, um passo importante para a sua popularização.

Em 1969, as musicassetes ― fitas com conteúdo em áudio pré-gravado ― ganharam o mercado norte-americano e, com isso, logo estariam ganhando o mundo.

O que é uma fita k7, afinal?

Caso você não saiba que é uma fita cassete, é provável que você seja bastante jovem. Trata-se de um padrão de fita magnética utilizado para gravações de músicas e outros conteúdos em áudio.

As fitas são compactas e podem ter gravações dos dois lados. Sua facilidade de uso permitia, inclusive, que muitos fãs de música gravassem “mixtapes” a partir de transmissões de suas rádios favoritas.

Para tanto, bastava esperar  ― às vezes, por horas ― para que a emissora de rádio favorita anunciasse a canção desejada para dar o comando de gravação pelo rádio. Ainda que o processo fosse fácil, nem sempre era simples!

Apenas alguns segundos de atraso fariam a gravação começar sem parte da música. Além disso, era comum que o locutor da rádio cortasse a canção antes do fim para fazer algum anúncio da programação. Já imaginou?

As vantagens das fitas k7

As fitas k7 não transformaram o mercado fonográfico sem motivo. A seguir, você vai conhecer algumas vantagens que fizeram dessa mídia um sucesso durante as décadas de 70 e 80.

A saber, as fitas substituíram os discos de vinil e só perderam espaço com a popularização do CD, já na década de 90.

As fitas cassete tornaram a música portátil

De início, a qualidade do som reproduzido pelas fitas não era bom, até porque seu finalidade era mais simples do que a reprodução de músicas, sendo ditados e gravação de vozes o objetivo.

Não demorou, porém, para que a tecnologia se aperfeiçoasse. A Sony lançou o walkman, predecessor do discman, aparelho permitia que as pessoas saíssem de casa com suas fitas e escutassem música de qualquer lugar;

As fitas facilitaram as gravações de voz

Muito comuns no jornalismo, mas não só, as gravações de voz precisavam de equipamentos mais robustos antes da popularização das fitas cassete. Assim como os walkmans foram inventados, a mídia também levou ao surgimento de gravadores portáteis que tornam as gravações mais simples de serem realizadas;

As fitas eram versáteis

A essa altura, você já sabe que fitas serviam para a gravação de voz e de áudio e isso demonstra a sua versatilidade. A questão é que essas funcionalidades permitiam a criação das já mencionadas mixtapes, a gravação de músicas próprias e até o registro de diários de voz.

As fitas cassete eram muito práticas

Se você pegou a época de maior sucesso dos vinis ou os conhece de seu ressurgimento, sabe que essas mídias demandam muitos cuidados. Os CDs, que sucederam as fitas cassete, também podem se arranhar com facilidade.

Em contrapartida, as fitas eram mais práticas e resistentes. É certo que condições adversas e falta de cuidado podiam estragar tudo, mas só quem usou caneta bic para recolocar a fita magnética no lugar entende que as “caixinhas” pareciam suportar mais os problemas.

Rebobina e aperta o play: a volta das fitas

Fitas cassete se tornaram obsoletas. Depois do CD, a música digital surgiu e transformou novamente o mercado da música, mas acredite se quiser, alguém rebobinou a fita e deu o play!

Assim como os vinis voltaram a ganhar espaço no mercado, os adeptos das fitas k7 também buscaram uma sobrevida para essa mídia.

Algumas das remanescentes fábricas de fita cassete não estão conseguindo atender a demanda pelo produto por falta de material para produzi-lo. Outras, antes inativas, simplesmente retomaram a produção depois que as fitas caíram no gosto da galera.

Por que trouxeram as fitas de volta?

Se você acompanha o blog da Obabox, pode ser que tenha acompanhado nossos conteúdos que vão da Era de Ouro do Rádio aos melhores serviços de streaming de música digital.

A evolução tecnológica e de formatos para o consumo de música faz muita gente questionar o retorno das fitas cassete ― provavelmente até mais do que o retorno do vinil.

Certamente, não há nada mais prático do que poder levar centenas de milhares de música para qualquer lugar utilizando apenas um celular moderno. Ainda assim, há quem busque por experiências diferentes e é isso que as fitas oferecem.

O avanço da tecnologia permite que as pessoas que entram em contato com as fitas k7 hoje tenham produtos de mais qualidade. Os aparelhos reprodutores de música, os toca-fita, são mais modernos e garantem uma experiência mais agradável.

Esse mesmo raciocínio se aplica aos vinis. Se antes os consumidores usavam artifícios para lidar com um disco “pulando”, hoje os consumidores simplesmente devolvem as mídias que vêm com esse “defeito”.

Assim, a busca por qualidade promove resultados diferentes e mais agradáveis para muitos ouvintes de vinis e fitas cassete. 

Ainda que novos artistas lancem suas músicas no antigo formato, como a jovem Billie Eilish, é certo que muita gente se diverte garimpando em lojas de usados para encontrar relíquias; o que nos leva a uma vivência ainda mais distinta da oferecida pela tecnologia digital atual.

Conta pra gente: o que você lembra das fitas cassete? Ou diz aí: ficou curioso para ouvir seu artista favorito nesse formato?

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