É bem provável que você já saiba que a prática de exercícios físicos faz bem para a saúde. Agora, você já pensou na possibilidade e na importância de praticar exercícios para o cérebro?

Podemos dizer que um cérebro sem estímulos pode tornar-se preguiçoso. Falemos da memória, por exemplo.

Atualmente, a internet e os celulares modernos nos apresentam facilidades que nos indicam não haver necessidade de guardar informações de cabeça. Esqueceu o número de alguém? Está na agenda! Não lembra onde fica aquele restaurante? Busca no Google!

Quando o cérebro sabe que não precisa reter uma informação porque contamos com outros recursos para recuperá-la, tende a não memorizá-la. A ausência de outros estímulos também pode afetar a capacidade de concentração, a atenção e o raciocínio.

Por isso, viemos falar sobre os exercícios para o cérebro.

As perdas naturais na terceira idade

“Doutor, isso é normal da idade?”.

Um filho preocupado ou até mesmo um adulto que se aproxima ou chega na terceira idade, eventualmente, pode fazer esse questionamento a um médico.

É muito comum falarmos principalmente na perda da memória em idosos, mas é interessante entender melhor a realidade dessa situação. O cérebro, como um órgão do corpo humano, também envelhece e isso tem consequências para cada um de nós.

Especialistas apontam a existência de uma diferença entre o esquecimento benigno e o esquecimento maligno:

  • O maligno é aquele que está atrelado a doenças degenerativas que afetam a capacidade cerebral para além do normal. Um quadro que, quanto mais cedo identificado, mais chances tem de ser interrompido ou minimizado.
  • Já o esquecimento benigno é aquele que está associado a questões naturais do envelhecimento e também à características da vida nos dias de hoje. Com o passar dos anos, o cérebro realmente perde parte de sua massa e sofre outras modificações que afetam a capacidade de atenção e concentração e da retenção de informações.

Além disso, o volume de informação a que todos somos expostos hoje em dia é alto e, como o aumento da expectativa de vida, passamos mais tempo em contato com esse turbilhão de dados. 

Muitas vezes, enquanto já deveria estar descansando, pessoas da terceira idade ainda precisam dar conta de seus afazeres. Uma situação que pode levá-las a, por exemplo, colocar a água do café para ferver, ir fazer outra coisa e se esquecer de voltar.

Estudos dão conta de que, apesar dos déficits que o avanço da idade ocasiona, o que acontece é uma demora no tempo de processamento das informações. Algo que pode prejudicar a memória e tornar o aprendizado mais lento.

Por essa razão, há quem defenda que estímulos provocados por exercícios para o cérebro podem ser úteis!

Exercícios para o cérebro funcionam?

O fato de que estamos vivendo mais aumentou a preocupação com a qualidade de vida na terceira idade. Uma das consequências dessa preocupação foi o surgimento de diferentes “métodos certeiros para turbinar sua memória em X dias” ou de jogos que prometem resultados incríveis para recuperar a capacidade cerebral.

Ao longo da vida, o bom senso nos ensina a desconfiar de promessas chamativas.

Segundo especialistas, não foi possível provar que um jogo que faz um convite como “fique esperto rápido” realmente vai melhorar as suas capacidades cerebrais de forma rápida e fácil.

Os estímulos dados pelos métodos e jogos, sobretudo quando geram bem-estar e sensação de confiança na própria memória são benéficos.

É ótimo que fazer palavras-cruzadas ajude você a perceber que ainda se lembra de muito do que aprendeu ao longo da vida e que sua capacidade de raciocínio vai bem, não acha?

Sendo assim, investir em exercícios para o cérebro ou em atividade neuróbicas, como são chamadas, realmente pode ter efeito positivo. Fazemos apenas duas recomendações com base no que dizem os estudiosos:

  1. mantenha expectativas realistas e;
  2. se você está preocupado com sua cognição, considere investir em atividades mais estimulantes e recompensadoras como aprender um novo idioma.

Diferente do que muitos pensam, a terceira idade também está apta a aprender. O processo e a evolução podem ser mais lentos, mas se o cérebro permanece saudável, os estímulos do aprendizado surtem efeito.

Neuróbica: atividades e exercícios para o cérebro

O aprendizado é um poderoso exercício para o cérebro. Aulas de idioma, de dança ou até de algum tipo de artesanato estão entre as que podem combater o chamado sedentarismo cerebral e ajudar o indivíduo a melhorar suas capacidades cognitivas.

Se você não tem interesse ou, por algum motivo, não pode incluir atividades como essas em sua rotina, saiba que tem outras opções!

A neuróbica ― a ginástica do cérebro ― pode ser praticada por meio de alterações simples em nosso dia a dia. Por exemplo:

  • Escovar dentes de mão trocada (quem é destro usa a mão esquerda e quem é canhoto usa a mão direita);
  • Mudar objetos de uso constante de lugar;
  • Trocar o trajeto no caminho percorrido diariamente;
  • Usar relógio no braço trocado;
  • Mudar detalhes simples da rotina (se você levanta, faz xixi e escova os dentes, considere levantar, escovar os dentes e fazer xixi, por exemplo).

Em comum, essas dicas ou exercícios para o cérebro têm o objetivo de nos tirar do piloto automático. As mudanças despertam o cérebro para compreender uma nova forma de fazer as coisas, mantendo-o mais ativo.

Além dessas, há outras atividades que podem ajudar bastante você a ter um envelhecimento saudável. Veja:

  • Faça exercícios que estimulem o raciocínio lógico ou analítico como palavras-cruzadas, jogos dos 7 erros e xadrez;
  • Prefira fazer cálculos manualmente (nem que seja para usar uma calculadora depois e confirmar os resultados);
  • Tente memorizar a lista de compras ao invés de ter a anotação em mãos o tempo inteiro;
  • Quando a noite chegar, tente se lembrar de tudo o que fez durante o dia. E se o desafio for simples, tente se lembrar do que fez no mesmo dia só que da semana anterior;
  • Monte um quebra-cabeças cronometrando o tempo e , depois, repita o exercício para tentar superar seu próprio tempo;
  • Ao ler uma palavra nova, tente pensar em cinco outras que começam com a mesma letra;
  • Ao acordar, confira as principais notícias pelo rádio ou pela televisão e, ao longo do dia, tentar listar as informações de que se lembrar;
  • Desafie seu cérebro! Por exemplo, ao entrar em um ambiente novo, observe os objetos e outras características. Depois, feche os olhos e tente se lembrar como é e onde cada objeto está. Abra os olhos e confira se acertou.

É certo que você não precisa fazer todas essas atividades diariamente e não se limitar a apenas elas.

Caso conheça outras formas de estimular o cérebro, aposte nelas, mas lembre-se de mudar de estratégia sempre que o exercício se tornar fácil ou cair no piloto automático.

Gostou das nossas dicas de exercícios para o cérebro! Em busca de um envelhecimento saudável, confira também nosso post sobre atividades para idosos!

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