Estimativas dão conta de que cerca de 42% dos adultos sentiram tontura ao menos uma vez na vida. A tontura, assim como a vertigem, não é uma doença e sim um sintoma de doenças como a labirintite e outros distúrbios do equilíbrio.

À medida que a idade avança, as chances de que problemas que levam à perda temporária da capacidade de manter o equilíbrio corporal aumentam. É fácil deduzir que a situação tende a causar desconforto e pode acabar levando à quedas.

Neste post, além de entender melhor o que são e quais as razões desses distúrbios, você também vai saber quais são seus principais perigos.

Assim, não terá dúvidas quanto a importância de adotar medidas de prevenção e, claro, buscar o diagnóstico correto. Acompanhe!

O que são distúrbios do equilíbrio?

Distúrbios do equilíbrio são causados por doenças que afetam a nossa capacidade de manter o equilíbrio corporal. Como consequência, podemos sentir tontura, vertigem ou até ataxia.

Tonturas e vertigens são alucinações de movimento. Tratam-se de sintomas que nos costumam fazer pensar que tudo está girando ou se movendo de forma a provocar incômodo e mal-estar.

Já a ataxia é a falta de coordenação e controle dos movimentos. Algo que pode afetar nossa força muscular e nossa capacidade de manter o equilíbrio.

As possíveis causas desses distúrbios

Uma das causas dos distúrbios que afetam o equilíbrio são as doenças que atingem nosso sistema vestibular ― um dos principais responsáveis pelo equilíbrio corporal. Essas doenças podem ser causadas tanto por infecções virais quanto por infecções bacterianas no ouvido.

Outra causa são os distúrbios circulatórios que atingem nosso ouvido interno ― órgão que tem papel crucial na nossa capacidade de manter o corpo equilibrado ― e o cérebro.

Ainda, problemas no sistema nervoso, visual ou esquelético também podem ter como uma de suas consequências a perda do equilíbrio normal.

O mesmo vale para condições como a pressão arterial baixa que pode fazer com que a sensação de desequilíbrio aconteça a quem se levanta rapidamente ou em situações do dia a dia durante períodos de calor intenso.

Por fim, é preciso dizer que a tontura e sintomas afins podem ser provocados por medicamentos ou até mesmo, acontecer sem que haja um motivo claro.

O que é a labirintite?

A labirintite é uma doença que pode ser causada por infecção viral ou bacteriana, distúrbio circulatório, alergia, lesão na cabeça ou como efeito colateral de algum medicamento. Trata-se de um problema raro caracterizado pela infecção do ouvido interno, também chamado de labirinto.

A perda auditiva ou a sensação de ouvido tampado, zumbidos, dor de cabeça, náuseas e vômitos entram na lista de sintomas da labirintite. Os mais “famosos”, porém, são a tontura e a vertigem.

É especialmente em função desses dois últimos que muitas pessoas usam o termo “labirintite” para se referir à distúrbios do equilíbrio de um modo geral.

Entretanto, nem sempre tais sintomas caracterizam de fato uma labirintite. A verdade é que existem outras doenças que afetam nosso ouvido interno.

Sendo assim, para saber o que está acontecendo, a pessoa que está sofrendo com tonturas e sintomas afins deve procurar um médico.

A saber, algumas outras doenças que atingem o labirinto são:

  • Doença ou Síndrome de Meniére;
  • Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB);
  • Neuronite vestibular;
  • Cinetose.

Vale mencionar que existem outros problemas que não tem a ver com o ouvido interno, mas que também podem provocar os sintomas descritos. Entre eles, estão:

  • a desidratação;
  • os acidentes vasculares cerebrais (AVCs);
  • as doenças degenerativas;
  • a existência de tumores no sistema nervoso central e;
  • a intoxicação farmacológica.

Labirintite e a terceira idade

Além das possíveis causas que já mencionamos para a labirintite, outro fator a ser considerado é o envelhecimento. A doença costuma se manifestar em pessoas a partir dos 40 anos de idade. 

Ainda, diabetes, hipertensão e hipoglicemia ― condições que se tornam mais comuns a quem entra na terceira idade ― são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

Sendo assim, a conclusão é que existe uma chance maior de que idosos tenham labirintite. Para os demais distúrbios do equilíbrio, a chance também existe em razão de alterações metabólicas que são naturais, além de outras vestibulares e do uso de medicamentos.

Quais os perigos dos distúrbios do equilíbrio?

Qualquer pessoa que seja acometida por um distúrbio de equilíbrio pode sentir desconfortos e precisar de repouso para tentar minimizar os sintomas. Entretanto, os perigos vão além de qualquer mal-estar.

Especialmente para a terceira idade, as sensações de tontura e vertigem podem levar à quedas que, por sua vez, podem levar a fraturas, à lesões mais graves e até à morte.

Alguém que se desequilibra e não consegue se restabelecer a tempo ou encontrar um apoio pode bater a cabeça e desmaiar. Uma situação que pode colocar em risco a sua saúde.

Ainda, uma pessoa caída ao chão, com labirintite ou outro distúrbio que afete sua capacidade de se equilibrar, pode ter dificuldade para se levantar e buscar ajuda. Quando o caso se passa com idosos, essa dificuldade tende a ser ainda maior e mais danosa.

Quais são os tratamentos para a labirintite e outros distúrbios?

Uma vez diagnosticado, a maioria dos distúrbios do equilíbrio podem ser tratados de forma eficaz. Entre os medicamentos que podem ajudar a amenizar as crises que causam tontura, vertigem e outros sintomas, estão:

  • Medicação para enjoo ― para controlar as náuseas e vômitos;
  • Labirinto-supressores ― por sua ação no sistema nervoso capaz de dar fim à sensação de tontura;
  • Vasodilatadores ― por sua capacidade de facilitar a circulação sanguínea;
  • Antidepressivos e anticonvulsivantes ― por sua ação no sistema nervoso.

Em todo caso, é sempre fundamental buscar orientação médica para saber ao certo a quais remédios recorrer para lidar com uma crise e, mais importante, para tratar o problema.

Mudança de hábitos ajuda a evitar os distúrbios

A labirintite e as demais doenças do labirinto podem ser evitadas com a mudança de alguns hábitos que, como você verá, seguem a simples ideia de levar uma vida mais saudável. Veja só:

  • Manter o organismo devidamente hidratado;
  • Evitar o sedentarismo e praticar atividades físicas ― vale ressaltar, existem opções adequadas à todas as faixas etárias, inclusive atividades para idosos;
  • Fazer visitas regulares ao médico para controlar os níveis de colesterol, glicemia e triglicérides;
  • Se alimentar regularmente dando preferência a uma dieta equilibrada;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Evitar ou eliminar o tabagismo;
  • Buscar formas de reduzir o estresse e a ansiedade.

Com tudo isso, além de evitar os sintomas da labirintite e de doenças afins, você pode afastar os perigos dos distúrbios do equilíbrio e, de quebra, viver com mais disposição diariamente.

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