Você pode levar alegria para alguém em alguns momentos da sua vida. Pode ser na hora de dar um presente para a pessoa que mais gosta, fazer uma surpresa de aniversário para um pai, amigo, namorado, esposa, enfim. 

Isso tudo acalenta o coração de alguém e faz com que o outro se sinta especial. 

Mas estamos falando de recortes pontuais da vida, certo? Imagine fazer disso uma profissão e aí  pense em poder responder a seguinte pergunta: 

O que você faz da vida? Resposta: eu levo alegria para as pessoas. 

Claro que um comediante não vai responder isso, porém, literalmente falando, é o que eles fazem e isso é lindo. Se você é daqueles que adora dar risadas com essa turma, seja no cinema, no teatro ou em uma apresentação de stand-up, fica com a gente até o final. Aproveite o post!

Afinal de contas, qual a história da Comédia? 

Para contar essa história, faremos uma volta no tempo, parando mais precisamente na Grécia Antiga, pois a comédia se conecta inicialmente com as festas dionisíacas, que eram marcadas por momentos de intensa euforia, mas também de tristeza. 

Estas festividades serviam como momento de conciliação dos mais diversos aspectos políticos e religiosos de Atenas. Neste contexto, o teatro ganhava espaço e os artistas da época colocavam todo o talento nos palcos para retratar, de forma lúdica e divertida, questões inerentes à realidade daquela sociedade. 

Uma curiosidade é que, etimologicamente falando, o termo comédia significa “canto aldeão” (comes: aldeia + ode: canto), que tem relação direta com festa popular. De acordo com Aristóteles, a ideia é retratar aspectos da realidade por meio de intervenções cômicas.

Voltando um pouco a história, as encenações desta época se resumiam a cantos em devoção a Dionísio. Ao longo do tempo, as sátiras e interpretações jocosas fizeram com que a comédia trilhasse outros caminhos que abordaremos na sequência. 

Mas e os principais formatos? Como se desenvolveram?

O fato é que não sabemos exatamente quando a comédia ganhou o formato que conhecemos hoje, mas essa história se divide em três fases básicas que são: 

  • Comédia antiga: aqui as apresentações eram feitas em quatro etapas: prólogo, párodo, episódios e êxodo. As discussões do momento giram em torno de temas sociais e políticos; 
  • Comédia intermediária: temos neste momento o início de uma ruptura com a ausência de coros nas apresentações. Um dos grandes protagonistas deste processo é Antífanes, dramaturgo grego que escrevia peças com temas mitológicos; 
  • Comédia nova: essa nova vertente já se conecta mais com os dias atuais abordando temas como relacionamento entre jovens e traz Menandro como o autor de maior referência. 

Com o passar dos anos, a comédia conquista o mundo e ganha novos capítulos, através do surgimento de novos expoentes do gênero como o português Gil Vicente, o espanhol Lope de Vega e Calderón de la Barca, e o inglês William Shakespeare. 

No Brasil, quando se fala em comédia, o riso também é garantido e o gênero também ganha corpo fazer o recorte da realidade do país, fazendo até mesmo um paralelo com o já conhecido “jeitinho brasileiro”

Na sequência, vamos mostrar alguns dos nomes que marcaram época nas artes cênicas por aqui. Vem com a gente!

7 maiores comediantes do Brasil que não podemos esquecer

1. Chico Anysio

Alguns vão se lembrar do famoso bordão da Escolinha do Professor Raimundo “E o salário, ó…”. Nascido em Maranguape, no Ceará, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho começou sua carreira na Rádio Guanabara, no Rio de Janeiro, local onde sua família fixou residência quando ele tinha apenas 6 anos. 

O humorista estreou na TV em 1957 com o programa Aí Vem Dona Isaura, na TV Rio. De lá para cá, foram mais de 200 personagens, entre eles o professor Raimundo, o galã Alberto Roberto e o jogador Coalhada.

2. Rogério Cardoso

Quando citamos o nome do ator soa até meio sério, né? Mas está aí um dos maiores comediantes deste país que nos fez dar boas risadas. Ele deu vida a importantes personagens como o mais recente “Seu Floriano” de A Grande Família e o inesquecível Rolando Lero da Escolinha do Professor Raimundo. 

Começou a atuar em televisão na extinta TV Excelsior em 1963, nos programas humorísticos A Cidade se Diverte e Moacyr Franco Show. Também passou por outras produções como A Praça da Alegria, Reapertura e Zorra Total.

3. Dercy Gonçalves

Dona Dercy, como é carinhosamente chamada por muitos, tem uma das carreiras mais longas do humor brasileiro. Ela começou em 1934 na companhia teatral Maria Costa. Sua estreia no cinema foi 1943, com o filme Samba em Berlim, o primeiro de seus mais de 40 filmes. 

Depois disso, construiu sólida carreira em quase todas as emissoras de TV, comandando programas e trabalhando em novelas e teleteatros.    

4. Ronald Golias

Quem não se lembra daquele senhor no programa Topa Tudo por Dinheiro fazendo do SBT, que fazia piada com Silvio Santos? 

Esse é Ronald Golias, humorista de mão cheia dos primórdios da TV Brasileira. Estreou na Praça da Alegria, programa da extinta TV Paulista, mas se consagrou com interpretações da Família Trapo, onde contracenou com Jô Soares e Ricardo Corte Real na TV Record, também ganhou ainda mais notoriedade na Praça é Nossa do SBT.

5. Grande Otelo

O Sebastião Bernardes de Souza Prata é o Grande Otelo, ator, comediante e compositor que participou de vários filmes 40 e 50, muitos deles em parceria com Oscarito. 

Mas no passado mais recente é possível lembrar dele na Escolinha do Professor Raimundo na década de 90, quando ele interpretava o personagem “Seu Eustáquio”, que tinha os bordões: “Aqui, qui queres?” e “Faiô?”

6. Paulo Silvino

Músico, cantor, compositor, apresentador, roteirista, ator e comediante. Está pouco ou quer mais? Esse é o extenso currículo de Paulo Silvino, que tem mais de 50 anos de televisão, sendo a maioria deles dedicados à Rede Globo. 

Participou de inúmeros programas humorísticos como Faça Humor, Não Faça Guerra, Satiricom, Planeta dos Homens, Balança Mas Não Cai, e Viva o Gordo. Mais tarde na década de 80, fez parte do Cassino do Chacrinha, ficando responsável pela parte de animação do programa. Ele ainda teve passagens como redator do Domingão do Faustão e pelo Zorra Tota.

7. Costinha

Lírio Mário da Costa pode ser um nome estranho para você, mas foi ele que deu vida a Costinha, grande humorista que deixou seu talento registrado nas principais emissoras do Brasil. 

Estreou no teatro em 1941, com o espetáculo Uma pulga na camisola, mas foi no rádio que ele começou a ganhar mais notoriedade. Nas emissoras ele ganhou visibilidade imitando o então prefeito de São Paulo Jânio Quadros, na gestão entre os anos de 1953 e 1955. 

Ao longo de sua carreira, rodou o país apresentando shows de humor e espetáculos. A maioria deles traziam nomes de duplo sentido ou com alguma conotação sexual como “Eretas Já”, que fazia uma alusão ao movimento democrático Diretas Já, Morno e Manso e Costureiro das dondocas. 

Curtiu a nossa lista de comediantes? Tem algum que você acha que faltou em nossa lista? Responda nos comentários.

Share:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *