Todo ano, quando o período de calor se intensifica, o alerta é o mesmo: cuidado com a dengue! O clima quente, com suas chuvas frequentes, favorece a reprodução do mosquito e, por isso, nessas condições a atenção deve ser dobrada.

O Ministério da Saúde ressalta que o aedes aegypti se prolifera também no inverno, o que indica que a prevenção deve ser constante. Com isso, fazemos a pergunta: em qualquer época do ano, você sabe o que fazer para fugir da dengue e ficar de fora das estatísticas?

O que é e quais são os sintomas da dengue

A dengue é uma doença causada por vírus e transmitida pela picada do mosquito aedes aegypti. Existem quatro tipos de vírus da dengue ― sorotipos 1, 2, 3 e 4 ― e, por essa razão, uma mesma pessoa pode ter a doença quatro vezes.

Pessoas de qualquer idade podem ser picadas pelo mosquito transmissor e infectadas com o vírus da dengue. Indivíduos da terceira idade, porém, correm mais risco de lidar com complicações da doença que são capazes de ameaçar a sua vida.

Isso porque, com o passar do tempo, é comum que o organismo se enfraqueça e tenha mais dificuldade de lutar contra doenças. Além disso, o diabetes e a hipertensão são condições que podem agravar o quadro da dengue, mesmo quando em acompanhamento e tratamento constante.

Sintomas da dengue

Há casos em que a infecção pelo vírus da dengue não provoca a manifestação de nenhum sintoma. E isso pode ser perigoso porque, em quadros graves, pode acabar levando à morte.

Em geral, porém, a doença é sintomática, mas a princípio pode ser difícil identificá-la ou diferenciá-la de outras enfermidades. Por essa razão, assim que a primeira suspeita de dengue surgir é fundamental buscar ajuda profissional.

Abaixo, você confere os principais sintomas da dengue. Veja só:

  • Febre alta (de 39°C a 40°C) que inicia rapidamente e pode durar de 2 a 7 dias;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares intensas e dores nas articulações;
  • Sensação de mal estar e fraqueza, comumente acompanhada de prostração;
  • Falta de apetite, náuseas e vômitos;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Erupções e coceira na pele;
  • Manchas avermelhadas pelo corpo.

Lembre-se: não é preciso sentir todos os sintomas para configurar um caso de infecção pelo vírus da dengue. Cada organismo reage de uma maneira, então a recomendação é para que você não espere o caso se agravar para consultar um médico!

Dengue hemorrágica

A dengue hemorrágica, que agora está sendo chamada de dengue grave, é um quadro mais crítico da doença. A principal diferença é que, além dos sintomas já mencionados, neste caso também podem ocorrer:

  • Sangramentos;
  • Dor intensa na região do abdômen;
  • Vômitos frequentes;
  • Tontura ao levantar;
  • Aumento do fígado;
  • Acúmulo de líquido no abdômen, pulmão e coração.

Qualquer um dos quatro tipos de vírus pode causar a dengue hemorrágica. A doença é mais comum em que já foi infectado antes porque um novo contato com o vírus provoca uma reação mais forte do organismo. Apesar disso, pessoas que nunca tiveram dengue podem ter que enfrentar, logo na primeira experiência, seu quadro mais grave.

Com isso em mente, vale saber ainda que a doença pode ter sintomas e desdobramentos ainda piores. Em situações ainda mais críticas, a dengue hemorrágica ou dengue grave também pode provocar:

  • Dificuldades para respirar;
  • Sangramento intenso;
  • Aceleração do pulso e queda de pressão;
  • Comprometimento grave de rins, fígado, coração e cérebro.

A diferença entre dengue, zika e chikungunya

O mosquito aedes aegypti também é responsável por transmitir a zika e a chikungunya. As três doenças têm sintomas similares, o que pode fazer com que seja difícil diferenciá-las, mas é possível.

A zika tem sintomas mais leves: febre mais baixa, olhos avermelhados e coceiras na pele. Às vezes, é confundida com uma simples alergia e seus sintomas não costumam durar mais de sete dias.

Apesar da baixa gravidade, é importante saber que a doença está relacionada à Síndrome de Guillain-Barré e a casos de microcefalia.

Por sua vez, a chikungunya causa febre e dores no corpo. Diferente da dengue, porém, essas dores se concentram mais nas articulações do que nos músculos. A doença pode durar cerca de duas semanas, embora as dores possam permanecer por meses.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico e tratamento da dengue, assim como da zika e chikungunya têm processos parecidos. É preciso passar por análise médica e, em alguns casos, por exame de sangue específico para detectar a queda no número de plaquetas.

Não existe um remédio específico para combater a dengue. Muitos infectados fazem o tratamento em casa por meio de hidratação constante, repouso e remédios para controlar a febre e a dor.

Outros precisam receber hidratação venosa no hospital, embora o restante do processo também seja basicamente esperar o corpo se recuperar.

A principal diferença está nos casos mais graves, quando a dengue provoca complicações e essas precisam ser cuidadas de forma constante e atenta. Algo que demanda a internação até a plena recuperação do paciente.

Estatísticas sobre a dengue no Brasil

Em 2017 e 2018, o número de casos de dengue abaixou no país. Entretanto, só até 24 de agosto de 2019, haviam sido registrados 1.439.471 diagnósticos da doença, 1.111 casos graves confirmados.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, o número de casos sofreu aumento de 600%. Ao todo, 591 mortes foram registradas e outras 486 estão em investigação.

Minas Gerais com 117, Goiás com 94, São Paulo com 90 e Rio Grande do Norte com 53 foram os estados em que mais pessoas morreram em decorrência da doença.

Com tudo isso, se nos últimos anos vivemos tempos um pouco mais tranquilos, com menos alarde sobre a doença, não se deve dar bobeira para o azar! A prevenção segue sendo o “melhor remédio”, sobretudo porque nunca se sabe o quão grave a dengue pode ser e quão severas podem ser suas complicações;

Como se prevenir contra a dengue

A principal forma de prevenção da dengue é tentar impedir a reprodução do mosquito transmissor. O aedes aegypti se reproduz em água parada e, por essa razão, as recomendações comuns são:

  • Não deixar água acumular nos pratinhos dos vasos de planta;
  • Colocar pneus e outros objetos que podem acumular água protegidos da chuva;
  • Manter calhas limpas para evitar entupimentos que favoreçam o acúmulo de água.

Entretanto, há mais que pode ser feito. O uso de telas nas janelas para impedir a entrada do mosquito é interessante, assim como o uso de repelentes para evitar picadas.

O aedes aegypti voa baixo, tendo pés, tornozelos e pernas como alvos mais comuns e costuma picar mais durante o dia — o que não significa que o mosquito não pique também durante a noite! Por isso, é importante que as medidas para espantar o mosquito sejam frequentes.

Para proteger o ambiente interno de sua casa, existem plantas como a citronela, a erva-cidreira e a lavanda que podem passar a fazer parte da sua decoração. É que elas exalam um cheiro que para nós é agradável, mas que costuma desagradar os mosquitos da dengue e os pernilongos em geral.

Identificando o mosquito

A picada do mosquito transmissor da dengue quase não provoca coceira e, por isso, sem a devida atenção, o aedes aegypti pode acabar passando despercebido.

Entretanto, aprender a reconhecer o mosquito pode ajudar você a ligar o sinal de alerta caso o veja em sua casa e intensificar suas ações de combate. Algo que pode fazer toda a diferença no objetivo de evitar a infecção pelo vírus.

O aedes aegypti tem de 0,5 a 1 cm. Sua cor é preta, mas o mosquito possui riscos brancos por todo o corpo, cabeça e patas. Tem dois pares de asas e três pares de patas.

Ainda que sua reprodução seja mais comum no calor, o mosquito não gosta de temperaturas altas. Por isso, busca abrigo nas sombras e dentro das nossas casas.

Tem vacina contra a dengue?

Sim, mas não é uma situação simples. A única vacina que existe até o momento só pode ser aplicada em quem já foi infectado pelo vírus, sendo indicada apenas para pessoas com idades entre nove e 45 anos.

Testes estão sendo conduzidos no país, inclusive com ajuda estrangeira, para aprimorar esta e desenvolver outra vacina. O objetivo é chegar a resultados capazes de imunizar com segurança o maior número de pessoas.

Até que isso aconteça, porém, a melhor forma de se proteger é seguindo as dicas de prevenção da dengue. E lembre-se, se qualquer suspeita surgir, busque logo a orientação médica!

Este post ajudou você? Envie-o pelo whatsapp a familiares e amigos que também precisam se proteger contra a dengue!

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