No dia 13 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia de coronavírus. Diante da situação, a entidade vem reforçando a importância do isolamento social como forma de “achatar a curva” do contágio. Você sabe como prevenir a doença?

Especialistas estimam boa parte da população mundial vai ser infectada pelo vírus causador da Covid-19. O principal foco da preocupação é o chamado grupo de risco composto por idosos, pessoas com doenças respiratórias e portadores de doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão.

Apesar disso, jovens e pessoas consideradas “saudáveis” também podem ser infectadas, ter sintomas dos mais leves aos mais graves, e transmitir a doença para outros indivíduos.

Sabendo que a doença pode ser letal e que o sistema de saúde pode entrar em colapso, a prevenção é crucial e, para isso, a informação é o melhor “remédio”. Por essa razão, preparamos este post especial com tudo o que você precisa saber para se precaver.

Acompanhe!

Que vírus é esse, afinal?

Muitas vezes, assuntos caem “na boca do povo” e são reproduzidos por diversas pessoas e meios de comunicação sem que saibamos ao certo do que estamos falando.

Quando o assunto é uma doença que pode ser mortal, então, muitos acabam nem tendo a oportunidade de se informar melhor sobre o problema antes de começar a se preocupar. Por isso, vamos começar contando a você o que é coronavírus.

Coronavírus (CoV) é o nome dado a uma extensa família de vírus que são conhecidos desde meio da década de 1960. Em humanos e em alguns animais, os coronavírus causam infecções respiratórias que, em maioria, são de gravidade leve a moderada. Alguns, porém, podem levar a problemas mais graves.

O Sars-Cov-2 é o nome do novo coronavírus que surgiu no final de 2019 em Wuhan, na China, e começou a se espalhar pelo mundo provocando casos de Covid-19, nome dado à doença.

Ainda não se sabe ao certo qual é a origem do novo coronavírus. Investigações apontam para animais como morcegos e serpentes.

Entretanto, as notícias são de que as primeiras pessoas infectadas haviam estado em um mercado de frutos do mar, o que apenas confirma que o vírus tem origem animal e não humana.

O novo coronavírus, assim como a maioria dos de sua família, são transmitidos pelo ar e pelo contato com objetos infectados.

Isso propicia a transmissão interhumana por meio de espirros, tosses, contato mais próximo ― como aperto de mão ou beijos ― ou compartilhamento de objetos contaminados (inclusive maçanetas, corrimãos, roupas de cama, toalhas, talheres etc).

Ação e sintomas provocados pelo novo coronavírus

Por ser um vírus novo, o coronavírus ainda está sendo estudado pelos especialistas. O que já se sabe é que, na maioria dos casos, o coronavírus causa sintomas febre, tosse e dificuldade para respirar. Alguns pacientes manifestam dores no corpo, dores de cabeça e de garganta, congestão nasal, coriza e até diarréia.

Organismos mais debilitados, seja em razão de doenças pré-existentes ou da idade avançada ― fatores que tendem a levar à queda da imunidade ―, ficam sujeitos ao risco de pneumonia e de insuficiência respiratória aguda associada ao coronavírus.

É especialmente nessas situações que os casos fatais têm acontecido.

Ainda não se sabe ao certo quanto tempo demora para que a doença comece a se manifestar. Por ora, estima-se que pode ocorrer um intervalo de até duas semanas desde o contato com o vírus até o início dos sintomas.

O que fazer ao identificar os sintomas da doença?

Caso você ou alguém que você conheça manifeste os sintomas ― tosse e febre e, em alguns casos, dificuldade para respirar ― é importante entrar em contato com um médico logo para pedir orientações.

Exames laboratoriais devem ser feitos para confirmar se há ou não a presença do coronavírus Sars-Cov-2 no material genético colhido de cada paciente. Uma vez confirmada a doença, a internação só é solicitada pelos médicos em casos graves.

Quanto a isso, tomamos por exemplo o primeiro caso confirmado no Brasil; o de um senhor de 61 anos que já está curado da doença. Morador de São Paulo, ele retornou à cidade após um período na Itália e tendo sido diagnosticado com a Covid-19 recebeu a orientação inicial de fazer o isolamento domiciliar para evitar contaminar outras pessoas e expô-las aos riscos da doença.

Em casos como esse, a recomendação para o tratamento é repouso e ingestão de líquidos. Basicamente, a mesma orientação que já seguimos para outras gripes. Há institutos de pesquisa tentando desenvolver vacinas, mas ainda precisamos aguardar.

O que faz com que um caso seja considerado suspeito?

Até agora, o governo brasileiro considera que um caso suspeito de coronavírus é todo aquele em que a pessoa apresente sinais de infecção respiratória e tenha viajado para área de risco ou estado em contato com outros pacientes suspeitos ou com a doença.

Por essa razão, os números de casos suspeitos podem ser altos e alarmar a população, o que nos leva de volta à orientação de evitar o pânico. Como dito, exames devem ser feitos para confirmar as suspeitas.

Sobre a quarentena para os contaminados e suspeitos

Até o momento, nenhuma região do Brasil está em quarentena, mas a medida é recomendada a pessoas que testaram positivo para a Covid-19 e para aquelas que moram com os pacientes.

A princípio, a quarentena para o novo coronavírus se traduz em 14 dias sem sair de casa e, claro, adotando medidas de higiene e proteção para minimizar as chances do contágio dos demais moradores da casa.

É preciso saber, no entanto, que a quarentena deve durar enquanto os sintomas se manifestem. Assim, se após os 14 dias a pessoa permanecer com tosse, por exemplo, deve seguir em casa.

Aqueles que moram junto com pacientes com a Covid-19 também devem se manter em quarentena pelo período determinado ou até que o paciente pare de manifestar os sintomas.

O período de 14 dias considera o tempo em que o Sars-Cov-2 tende a durar no organismo humano. O entendimento, com base no que se sabe até agora, é que após esse período ou uma vez encerrados os sintomas, as chances de contágio deixam de existir.

O isolamento como medida a ser seguida por todos

Até o momento em que este post foi redigido, no dia 6 de abril, as Secretarias Estaduais de Saúde do país contabilizavam 11.721 casos do novo coronavírus e, infelizmente, 516 mortes.

A divergência entre os números das Secretarias e do Ministério da Saúde se dá por uma série de motivos, inclusive os critérios utilizados por cada estado para definir um caso como infecção por coronavírus ou não. Por ora, ainda faltam testes para que o país possa ter uma noção mais clara da situação.

Além disso, há diversas mortes em investigação sob suspeita de terem sido causadas pelo novo coronavírus. Falar sobre isso pode até parecer uma tentativa de “sensacionalizar” a situação, mas isso está longe de ser a verdade.

Ter clareza do risco que corremos, enquanto sociedade global, nos ajuda a entender melhor a importância do isolamento. Sem sentir o perigo, essas pessoas poderiam achar que tudo está bem e que não há problema em circular por aí, mas essa atitude só contribuiria para acelerar a contaminação de população.

O isolamento social tem por objetivo diminuir o ritmo de contaminação dos indivíduos. E isso é muito importante por dois motivos, em especial:

1. Tempo de manifestação dos sintomas

Uma pessoa contaminada pode levar dias para manifestar os sintomas e, circulando livremente, pode contaminar várias outras e transformá-las em vetores da doença.

Com isso, aumentam-se as chances de que o Sars-Cov-2 chegue a mais gente e, mais importante, à pessoas do grupo de risco que podem acabar morrendo em decorrência da doença;

2. Sobrecarga do sistema de saúde

Sem o isolamento social, um número muito elevado de pessoas pode contrair a Covid-19 ao mesmo tempo. Mesmo que instituições do estado e instituições privadas de saúde unam forças e operem no máximo de suas capacidades, o sistema de saúde não dá conta de cuidar de todos ao mesmo tempo.

Como consequência, a situação pode ficar crítica a ponto de os profissionais de saúde serem forçados a negar atendimento ou simplesmente deixar que os indivíduos mais debilitados morram.

É duro, é cenário de guerra, mas é uma possibilidade que a Itália ― que enfrenta a pior crise do novo coronavírus no mundo ― já entende que pode ser forçada a viver, segundo informações de uma publicação britânica.

O que se tem feito com relação ao isolamento

O governo brasileiro ― sobretudo os governos estaduais e municipais ― começou a passar orientações quanto ao isolamento. Essas orientações podem variar de uma localidade para a outra, por isso convém estar atento ao noticiário local.

Em diversos locais, o fechamento temporário de escolas e de diversos estabelecimentos comerciais já é uma realidade. O home office ou trabalho de casa é recomendado a todos que tenha condições de fazê-lo e a orientação máxima é, se possível for, não saia de casa.

O Canadá e diversos países da Europa estão entre os que fecharam as fronteiras e decidiram pelo cancelamento de voos. Em muitos locais do mundo, apenas farmácias e supermercados seguem funcionando.

Na Itália, há até multa para quem é pego fora de casa sem motivo válido. Na França, cidadãos que precisam sair ― como aqueles que trabalham na área da saúde ― devem circular com documentos que justifiquem a ruptura ao isolamento.

Italianos ou moradores do país da bota, extremamente afetados pela Covid-19, estão há dias usando a internet para enviar mensagens ao Brasil e ao mundo. Entre os conselhos, o de que não subestimemos o novo coronavírus e de que fiquemos em casa.

Quando fazer o teste do novo coronavírus

As orientações da OMS são para que o Brasil e os demais países do mundo realizem testes em massa para identificar e isolar pessoas contaminadas e “diminuir a curva”.

A saber, caso você se depare com essa expressão por aí, diminuir a curva é justamente diminuir o número de pessoas doentes e precisando do sistema de saúde ao mesmo tempo.

Apesar da recomendação, o Brasil e outros países do mundo não estão conseguindo testar todas as pessoas porque os laboratórios nem sempre dão conta da demanda e porque faltam kits para testes.

Por enquanto, a recomendação é de que os testes só sejam feitos em quem apresenta sintomas mais graves, como a insuficiência respiratória, quem esteve no exterior ou que tenham estado em contato com pessoas que testaram positivo para a Covid-19.

A Unimed lançou um canal de consulta online e o SUS criou um aplicativo com orientações relevantes que está disponível para dispositivos móveis com sistema iOS e com sistema Android. Ambos os serviços apresentam um questionário para aqueles que desconfiam de estar com a Covid-19 que direciona pessoas ao atendimento profissional.

Pode ser que, nos próximos dias, os governos locais ou até mesmo o governo federal apresentem novas soluções para auxiliar e até ampliar os testes para a população.

Com tudo isso, o que é possível dizer no momento é que a decisão de fazer o teste não depende somente da vontade de cada um de nós.

Individualmente, os casos prováveis ou suspeitos recebem orientações sobre o isolamento ou a quarentena e, em parte dos casos, são direcionados para o teste.

O coronavírus é mesmo perigoso?

No início da pandemia, muito foi dito sobre o fato de a Covid-19 não ser tão mortal quanto outras gripes causadas por coronavírus, ou seja, menos perigosa do que outros da mesma família com os quais já tivemos contato.

Segundo a infectologista Lígia Pierrotti, a taxa de letalidade da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) é de 10% dos casos, enquanto a da Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio). chega a 40%. Ambas doenças também  causadas por tipos de coronavírus.

Saber disso nos ajuda a entender que certamente há motivos para que sigamos medidas de prevenção, mas é importante evitar o pânico desnecessário, assim como a divulgação de informações alarmistas e fake news.

Até porque, à medida que a doença avança, a realidade se complica. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde no dia 3 de abril confirmavam que o Brasil teve “um novo recorde diário” com 60 novas mortes registradas. Com isso, até o momento, a taxa de letalidade do novo coronavírus no país é de 4%.

Entre 27 de março e 03 de abril, o número de óbitos aumentou em 290%, sendo a maior parte das vítimas pessoas com mais de 60 anos e algum problema cardíaco ou diabetes.

A melhor saída para nós é buscar informações confiáveis, respeitar o isolamento sempre que possível e adotar medidas de prevenção.

Atenção especial com os idosos

Com o avançar da idade, é natural que a saúde se torne mais frágil. O novo coronavírus é mais comum em pessoas com mais de 50 anos e são os idosos, sobretudo os de idade mais avançada, que correm mais riscos de lidar com um caso grave da doença.

Um artigo publicado pelo jornal The New York Times indica que, em média, a idade das vítimas do novo coronavírus têm 75 anos anos, sendo em maioria homens. Essas informações foram compartilhadas também pelo Comitê Nacional de Saúde da República Popular da China.

O problema é que o processo natural de envelhecimento afeta o sistema imunológico humano. Além disso, condições de saúde que são mais comuns a partir da terceira idade ― como o diabetes, a cardiopatia e as doenças pulmonares ― aumentam o risco de agravamento da infecção respiratória causada pelo Codiv-19.

Orientações para se prevenir contra o coronavírus

Desde que informações sobre as formas de contágio pelo coronavírus começaram a se espalhar, muita gente correu para comprar máscaras e álcool em gel. Por isso, alguns esclarecimentos e orientações precisam ser feitos

Lavar as mãos com frequência

Lavar as mãos com frequência é a principal dica de prevenção contra o novo coronavírus. Especialistas explicam que o ideal é esfregar bem as mãos com água e sabão por cerca de 20 segundos e enxaguar.

É importante limpar bem entre os dedos e debaixo das unhas. Essa lavagem é, inclusive, mais importante e eficiente do que o uso do álcool em gel.

Sendo assim, se você utiliza muito o transporte público, por exemplo, pode ter consigo um vidrinho de álcool em gel. Entretanto, assim que for possível, o melhor a se fazer é apostar na mistura de água e sabão.

Evite contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas

Você não precisa sair correndo de qualquer pessoa que solte um espirro ou uma tosse, mas vale evitar um contato mais próximo ― abraços, beijos e apertos de mão ― com aquelas que tenham sinais mais agudos de alguma infecção respiratória;

Cubra o nariz e a boca ao tossir e espirrar

A orientação dos órgãos de saúde é para que, ao espirrar ou tossir, dobremos o braço em direção ao rosto, posicionando o rosto mais ou menos na “curva” interna do cotovelo.

A ideia é evitar que a secreção do espirro ou da tosse se espalhe pelo ar ou fique em nossas mãos. Isso porque, como você já sabe, uma mão contaminada pode tocar e contaminar objetos e até outras pessoas.

Caso utilize lenços descartáveis, descarte-os tão logo possa.

Evite tocar a boca, o nariz e os olhos com as mãos sujas

Se você estiver em locais públicos ou com um grande número de pessoas, evite levar as mãos sujas às regiões de mucosa mencionadas porque a ação pode favorecer a infecção pelo vírus.

Caso o toque seja necessário, procure antes lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-las com o álcool em gel.

Mantenha a casa e o celular limpos

O tempo de vida do coronavírus ainda é desconhecido, mas tomando por base o que se sabe sobre outros vírus, manter a casa limpa é importante porque os produtos desinfetantes utilizados tendem a matar esses seres transmissores de doenças.

Vale saber que, para a limpeza da casa, convém incluir o uso de água sanitária. A dica é fazer uma mistura de uma parte de água sanitária para nove partes de água comum.

Além disso, é importante seguir dicas para limpar o celular para mantê-lo desinfetado. A dica também serve para outros objetos de uso constante;

Mantenha a casa arejada

Lembra da sabedoria dos nossos avós que diziam para pessoas com gripe ou infecções bacterianas abrirem as janelas para deixar o ar circular e a doença sair?

Essa é uma forma muito simplificada de apresentar a situação, mas a dica é realmente válida. Manter a casa arejada, se possível com janelas e portas abertas, é uma medida que dificulta a proliferação do vírus;

Informe-se sobre o uso de máscaras

Inicialmente, o uso de máscaras não era recomendado à população em geral, mas isso mudou!

No dia 3 de abril, a OMS recomendou pela primeira vez que máscaras caseiras sejam utilizadas como estratégia de prevenção ao contágio pela Covid-19. O Ministério da Saúde reforçou essa orientação e até divulgou um informações sobre como você pode fazer suas próprias máscaras.

As máscaras de pano podem ser reutilizadas, mas para isso é fundamental que sejam lavadas após o uso. Ainda, especialistas alertam que passar um dia inteiro com uma máscara contaminada pode aumentar o risco de transmissão. Assim, se a máscara ficar úmida, a recomendação é trocá-la.

No Brasil, ainda não temos o costume de usar esse acessório em razão de uma gripe ou doença respiratória contagiosa. Com a crise provocada pela Covid-19, porém, as máscaras descartáveis praticamente desapareceram do mercado.

Por essa razão, há um número crescente de tutoriais sendo compartilhados na internet e até mesmo nos jornais sobre como fazer suas máscaras. Há também pequenos empreendedores, como costureiras, vendendo o acessório Brasil afora.

É importante que você saiba que uma máscara descartável convencional ou uma máscara caseira de pano não são capazes de conter o novo coronavírus.

Entretanto, o entendimento é de que o acessório pode sim reduzir as chances de contaminação em até 70%;

Mantenha uma distância segura das outras pessoas

Nós sabemos que, para muitos, o isolamento não vai ser integral ainda que a recomendação seja evitar ao máximo sair de casa.

Sempre que você precisar sair, lembre-se de manter uma distância segura ou “distância social” de cerca de dois metros das outras pessoas. Isso dificulta o contágio interhumano;

Fortaleça seu sistema imunológico

Alimentar-se bem, durma bem, manter-se hidratado e, se possível, fazer atividades físicas e evitar o estresse. Essas são as principais orientações para manter nosso organismo forte.

Com orientação profissional, adotar o uso de vitaminas que fortalecem o sistema imunológico também pode ser útil.

Essa combinação de medidas ajuda nosso organismo a expulsar vírus e bactérias e, consequentemente, evitar a ação do coronavírus;

Mantenha o bom senso

Seguindo orientações do Dr. Drauzio Varella, não precisamos ser “irresponsáveis e nem apavorados”. É preciso seguir as recomendações, mas evitar medidas como estocar comida em casa ou “limpar” as prateleiras dos estabelecimentos comprando o máximo de álcool em gel ou papel higiênico.

O importante é que cada um siga as recomendações compartilhadas por órgãos oficiais ou que sejam de confiança. Vídeos do whatsapp que não apresentam fontes para dados podem ser verdadeiros, mas o bom-senso deve nos levar a checar as informações antes de segui-las ou de compartilhá-as.

Para que você tenha mais clareza do quanto é importante buscar fontes confiáveis, foi provado que um médico da Unifesp produziu um vídeo com informações falsas sobre o novo coronavírus. O conteúdo, infelizmente, chegou a vários brasileiros;

Acompanhe o noticiário e os canais oficiais

Recorra a jornais conceituados, assim como ao Ministério da Saúde e à OMS para se atualizar quanto ao novo coronavírus.

Isso é importante porque, como mencionado, a Covid-19 é uma novidade e os especialistas ainda estão descobrindo coisas a seu respeito. Com isso, é confuso, mas natural que as informações mudem de um dia para o outro.

Assim, quando a dúvida bater e você ficar “com a pulga atrás da orelha” porque hoje viu uma recomendação diferente da que havia visto ontem, pesquise.

Para ajudar, enquanto essa pandemia durar, nós da Obabox vamos fazer uma série de atualizações neste post assumindo total compromisso de buscar apenas fontes confiáveis.

Dicas de cuidados quando há uma suspeita de contaminação em casa

Certamente, ninguém quer ficar doente por causa do novo coronavírus. Entretanto, mesmo seguindo todas as dicas de prevenção que você encontrar, a contaminação pode acabar acontecendo.

Caso você identifique sinais ou isso aconteça com alguém que mora na mesma casa, busque orientações médicas (de preferência por telefone ou online primeiro) sobre como proceder para tratar a doença.

A seguir, apresentamos algumas dicas válidas se há alguma suspeita de contaminação em sua casa ou se você é ou convive com pessoas do grupo de risco. Veja:

  • Se possível durmam em camas separadas;
  • Mantenham a distância de segurança sempre que possível;
  • Se possível, utilizem banheiros diferentes ou, ao menos, higienizem o local com frequência com água sanitária;
  • Não compartilhem toalhas, toalhas de rosto, copos, talheres e outros objetos de uso pessoal;
  • Limpem diariamente superfícies e objetos de alto contato como mesas, cadeiras, controles remotos, maçanetas etc;
  • Lavem roupas, toalhas e lençóis com mais frequência;
  • Mantenham a casa ventilada;
  • Respeitem a quarentena de duas semanas sem sair de casa para evitar a transmissão da doença.

Caso sintomas graves sejam sentidos, como febre de mais de 38° ou dificuldade para respirar, ligue para o número 136, um serviço de Ministério da Saúde.

Dicas de cuidados na hora e depois das compras

Ir ao supermercado ou à farmácia são algumas das poucas atividades que justificam a decisão de sair de casa durante a pandemia do novo coronavírus.

Quando você ou alguém da sua casa precisar ir às compras, a dica é seguir essas dicas:

  • Tenha uma lista de compras à mão para facilitar sua vida e passar o mínimo de tempo possível no mercado/fora de casa;
  • Prefira horários tradicionalmente menos movimentados para evitar o contágio pessoa a pessoa. Lembre-se, porém, que essa estratégia não evita o contágio pelo toque;
  • Mantenha uma distância segura de outros compradores ― a recomendação é de 1,5 m em filas e em outras situações;
  • Faça uso da máscara e evite levar as mãos ao rosto. Lembre-se de que todos os objetos e superfícies do supermercado podem estar contaminados, ainda que o estabelecimento seja cuidadoso;
  • Se tiver álcool em gel, leve-o consigo para higienizar as mãos após colocar os itens no carrinho de compras ou no porta malas do carro. A ideia segue a de minimizar as chances de contágio;
  • Após pagar as compras, sobretudo se o fizer usando dinheiro, higienize as mãos com álcool em gel novamente, mesmo que não haja troco;
  • Ao chegar em casa, não guarde as embalagens e alimentos antes de higienizá-los com álcool em gel ou água e sabão;
  • Se possível, retire as roupas usadas durante as compras em ambiente isolado para evitar a contaminação de outras roupas ou de superfícies de sua casa. Coloque-as em um saco fechado até a lavagem.

Você conseguiu fazer compras online ou pediu algum delivery de alimentos?

As regras de higienização de embalagens e das próprias mãos ainda se aplicam. É recomendado que você transfira os alimentos para uma louça devidamente limpa e descarte as embalagens.

fonte: G1

Dicas de cuidados para quem precisa sair de casa em meio à crise

Em um cenário em que o isolamento social é a melhor estratégia para a prevenção do novo coronavírus, a recomendação é para que só saiamos de casa quando realmente necessário.

Certamente, nem todas as pessoas podem cumprir essa orientação porque atuam em setores essenciais para a sociedade neste momento. Além disso, o supermercado ou a farmácia não são os únicos destinos possíveis. Por isso, temos dicas de cuidados extras para você.

Como proceder fora de casa:

  • Use máscara e leve o álcool em gel consigo;
  • Evite tocar seu rosto e, se precisar fazê-lo, lembre-se de higienizar as mãos imediatamente antes;
  • Prenda o cabelo e evite o uso de acessórios como brincos grandes, correntinhas ou pulseiras;
  • Se possível, prefira usar uma blusa de manga longa que vai evitar que o vírus fique na pele de seus braços e que pode ser retirada tão logo você retorne à casa;
  • Se possível, evite usar o transporte público;
  • Caso tenha, leve lenços descartáveis para tocar as superfícies e descarte-os em seguida;
  • Prefira usar cartões de débito ou crédito ao dinheiro;
  • Caso saia para passear com seu cachorrinho, tente evitar que o animal se esfregue contra superfícies externas;
  • Mantenha uma distância segura das outras pessoas.

Como proceder ao voltar para casa:

  • Toque o mínimo de superfícies e objetos possíveis antes de se higienizar;
  • Retire os sapatos antes de entrar em casa;
  • Caso tenha saído com o cachorrinho, higienize suas patas antes da entrada em casa;
  • Deixe sua bolsa, carteira, chaves e outros acessórios na entrada de casa (higienizá-los também é uma boa ideia);
  • Tire a roupa usada evitando contaminar outras roupas e superfícies e coloque-as em um saco fechado até a lavagem;
  • Limpe o celular com álcool em gel e, caso use, os óculos com água e sabão;
  • Tome banho ou higienize bem as áreas expostas;
  • Limpe embalagens que você tenha trazido de fora.

Conclusão

O coronavírus é uma realidade, e ainda que não seja de grande risco para a maioria, é uma doença que gera uma situação grave. Por isso, adotar medidas de prevenção é importante, sobretudo para pessoas do grupo de risco, que é o caso dos idosos.

O fechamento de escolas e estabelecimentos, a orientação para que respeitemos o isolamento e as diversas mudanças na rotina assustam, mas devemos evitar o pânico. Para isso, mantenha-se bem informado e ajude a espalhar boas dicas de prevenção contra o coronavírus, evitando fontes alarmistas e duvidosas.

Lembre-se de cuidar da sua saúde emocional, assistindo a filmes legais, conversando ao telefone ou em chamada de vídeo com pessoas queridas, jogando e buscando outras formas de manter-se mais tranquilo e positivo.

Proteja-se e compartilhe este conteúdo com seus amigos, familiares e conhecidos para que todos saibam quais são as melhores formas de evitar o novo coronavírus!

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1 Comment

  • Lucio, 19 de março de 2020 @ 06:41 Reply

    Ótimo

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