Você já viu uma vitrola funcionando, mas não sabe bem como isso se dá?

Tem gente que não se interessa por entender esse tipo de coisa, mas tem gente que sim.

Se sua curiosidade te trouxe até este post, você provavelmente faz parte do segundo grupo e quer entender como uma vitrola de vinil funciona.

Neste post, nosso objetivo é desvendar esse mistério. Acompanhe!

As partes de uma vitrola e seu funcionamento

Toda vitrola de vinil tem um prato circular que tem um pino bem no centro para segurar o disco de vinil.

Esse prato é giratório e pode rodar em velocidades diferentes a depender das características da vitrola.

A diferença na velocidade de rotação existe para reproduzir sons em diferentes tipos de disco de vinil.

Essa é uma questão que importa mais para quem coleciona modelos bem mais antigos e, por isso, precisa de uma rotação diferente da padrão.

Para girar, o prato da vitrola conta com uma correia propulsora e um motor elétrico. Ao acionar o botão e dar “play” no aparelho, o prato gira em sentido horário.

Vitrola ou toca-discos?

Para seguir falando sobre como funciona uma vitrola de vinil, precisamos fazer um esclarecimento interessante.

Ainda que os termos vitrola e toca-discos sejam usados como sinônimos, eles podem designar aparelhos diferentes.

Em essência, ambos são aparelhos compatíveis com os discos de vinil, têm seus pratos giratórios e suas agulhas ― componente que ganhará destaque adiante.

Entretanto, como explicamos no post sobre vitrolas e toca-discos e a história dos aparelhos que marcaram época, a diferença é que:

“a vitrola consiste em um único aparelho que tem tudo ― caixas de som e controles ―  acoplado em um mesmo bloco. Já o toca-discos tem compartimentos separados”.

Em todo caso, assim como o toca-discos, a vitrola de vinil tem um alto falante para que o som seja reproduzido.

A questão agora é falar sobre como essa reprodução do som acontece e é isso o que nos leva a um destaque sobre as agulhas.

As velocidades de rotação da vitrola

Nem toda vitrola de vinil tem controles para que você altere a velocidade de rotação do prato. Essa opção costuma existir em aparelhos mais completos.

A saber, o prato da ObaVintage gira em duas velocidades: 33 ⅓ rpm e 45 rpm. Já o da ObaRetrô gira nas duas mencionadas e também a 78 rpm.

Nós sabemos que deixar essas informações assim sem compartilhar mais nada não esclarece muita coisa. Por isso, vamos a um guia rápido: 

Discos de 7 polegadas e 45 rpm

Discos de vinil de 7 polegadas são os menores existentes. Graças ao seu tamanho, não consegue armazenar muitas músicas.

Em geral, são cerca de cinco minutos de gravação em cada lado. Com essas características, esse tipo de disco era muito usado para promover singles antes do lançamento de um álbum completo.

Um disco compacto de 7 polegadas faz 45 rotações por minuto (rpm). Se você tem ou deseja ter exemplares com essas características, precisa de uma vitrola de vinil compatível.

Vale saber que, há quem defenda que o som do vinil de 7 polegadas é melhor do que o dos discos maiores. Porém, isso pode ser só uma questão de opinião mesmo;

Discos de 10 polegadas e 78 rpm

Por sua vez, os discos de 10 polegadas têm um tamanho médio e foram um dos primeiros a surgir. Por essa razão, são hoje considerados itens de colecionador.

Esses discos eram feitos de goma-laca, um material mais pesado e menos resistente do que o usado nos vinis que vieram depois.

Suas características exigem uma velocidade de 78 rpm para a reprodução adequada das músicas;

Discos de 12 polegadas e 33 e ⅓ rpm

Por fim, o disco de vinil mais comum que temos é o de 12 polegadas, o maior de todos e, provavelmente, o que você conhece melhor.

Tornou-se o modelo mais popular por comportar um tempo maior de gravação e por ser feito de um material mais leve e mais resistente. Há ainda quem alegue a existência de menos ruído, o que melhora a qualidade do som.

Graças às suas características, esse tipo de vinil demanda velocidade de 33 ⅓ rpm, a mais comum às vitrolas de vinil do mercado.

A agulha da vitrola e a reprodução do som

Parte da curiosidade a respeito de como funciona uma vitrola de vinil é entender como a agulha lê as músicas que estão gravadas no disco.

De início, você precisa saber que a agulha precisa ser feita de um material muito resistente e ter um formato adequado para se encaixar nas ranhuras do disco.

As vitrolas da Obabox, tanto a ObaRetrô quanto a ObaVintage, contam com agulhas de ponta de safira, para maior fidelidade do som. Outra possibilidade é o diamante.

À medida que o prato gira, a agulha vai percorrendo as ranhuras delicadamente. A leitura faz com que a agulha vibre e gere uma tensão elétrica que vai percorrer a vitrola até chegar ao alto falante ou caixa de som.

Talvez seja importante dizer que as ranhuras dos discos de vinil não são lisas. Existem relevos microscópicos que têm desenhos específicos para gerarem a resposta sonora correta.

Assim, o processo iniciado na vibração da agulha, culmina com a vibração do diafragma do alto falante, fazendo vibrar também o ar. É essa última vibração que gera as ondas sonoras.

É claro que tudo acontece muito, muito rápido. Tão logo a agulha começa a ler o disco, a música passa a ser ouvida por quem está no ambiente.

Entender melhor a respeito faz com que seja fácil compreender, por exemplo, porque discos e agulhas precisam estar sempre devidamente limpos para uma reprodução fiel do som.

Conclusão

Pensar em como a agulha é capaz de ler ranhuras e que a vitrola é capaz de transformar isso em som faz parecer que é tudo realmente um truque de mágica.

A verdade não é bem essa, mas optamos por não entrar em questões muito técnicas por um bom motivo: manter a explicação simples, mas boa o bastante para que você pudesse entender como funciona uma vitrola de vinil.

Gostou e quer aprender mais? Leia também sobre Como Funciona o Disco de Vinil!

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