A decisão de adotar ou comprar um animal de estimação vem acompanhada de muita alegria e também de responsabilidades. É dever dos donos amparar seus amigos pets em todas as fases de sua vida. Você sabe quais cuidados um cão idoso precisa? E um gato?

É natural do ciclo da vida que animais envelheçam e, como consequência, mudam seus comportamentos e apresentem demandas diferentes a seus donos. Neste post, vamos falar um pouquinho sobre esse assunto para que você saiba como lidar com esse momento de seus pets.

Mais cuidados, carinho e conforto estão na lista de responsabilidades que você e sua família devem assumir. Abandonar? Jamais!

1. Mude a alimentação

É comum que o avançar da idade faça com que o processo de digestão de alimentos se torne mais difícil e lento para os pets. Por essa razão, é indicado verificar se a alimentação está adequada à idade do seu pet.

Além de contar com uma ração rica em nutrientes, um cão idoso, por exemplo, pode precisar de alimentos mais pastosos a partir do momento em que seus dentes começarem a cair.

Estar atento a esse sinais e demandas é importante para garantir que seu animal de estimação consiga manter seu organismo bem nutrido e sinta-se bem.

Outra recomendação é de que os donos evitem dar ao seu gato ou cachorro idoso pedacinhos ou sobras de comida como pão e similares. Além do risco da obesidade, alimentos de difícil digestão podem complicar a vida do pet, sobretudo os de idade mais avançada.

2. Respeite a limitação de mobilidade

Entre os sinais de que a velhice está chegando ou chegou para os animais de estimação estão a perda de energia e a redução da mobilidade.

Aquele cãozinho que antes corria pela casa toda? Agora gosta de ficar mais quietinho. O gatinho que subia em todos os móveis ao seu alcance? Agora limita-se aos seus favoritos e mais acessíveis.

Essa mudança acontece porque, como os humanos, animais idosos podem ter fraqueza muscular e problemas como artrite, artrose e dores na coluna. Como consequência, sentem mais desconforto ao correr, saltar ou simplesmente andar.

Certamente, um quadro assim requer avaliação profissional para determinar o nível de cuidado extra que o gato ou o cachorro idoso necessita. Em todo caso, seu dono pode ajudar desde o primeiro momento.

Se as vasilhas de água e comida ficam em um canto e a cama ou casinha em outro, por exemplo, convém mudar isso para a conveniência do pet. Basta deixar tudo mais pertinho para exigir menos esforço do animal.

3. Respeite o descanso do pet

Acabamos de mencionar a queda de energia como um dos sinais da velhice dos animais de estimação e precisamos falar um pouco mais sobre esse assunto.

Um gato ou cão idoso que brinca menos ou passa menos tempo acordado não está, necessariamente, sofrendo de algum tipo de tristeza. Essa situação pode acontecer e chama atenção especialmente quando são mais jovens.

Na “terceira idade”, porém, essa mudança de comportamento é comumente justificada pelo envelhecimento e precisa ser respeitada. Assim sendo, se seu animalzinho começar a dormir mais durante o dia e já tiver uma idade avançada, evite acordá-lo à toa.

Da mesma forma, caso o animal demonstre preferir trocar brincadeiras constantes por simplesmente ficar deitado, respeite-o. Esse descanso é importante para a sua qualidade de vida!

4. Mantenha uma rotina de exercícios

Se você acompanha o blog da Obabox, sabe que compartilhamos vários conteúdos sobre saúde e bem-estar para humanos, certo? Um dos pontos que destacamos com frequência é a necessidade de levar uma vida mais ativa, evitar o sedentarismo.

Essa decisão também se aplica aos animais. É certo que seu gato ou cão idoso não precisa ― e talvez nem deva ― levar uma vida tão intensa quanto fazia quando era filhote ou um adulto mais novo.

Como dono, é seu papel dosar a intensidade das brincadeiras ou dos passeios para evitar o desgaste excessivo do animal. É também sua responsabilidade evitar que a rotina do pet seja completamente parada.

Caminhadas leves são recomendadas para manter a força muscular e estimular a circulação. Além disso, o momento de interação em um ambiente novo pode ajudar a manter o cérebro do animal mais saudável.

5. Tenha mais cuidado com as variações de temperatura

Diferentes raças de animal têm diferentes níveis de tolerância para variações de temperatura. Um Husky Siberiano, por exemplo, ainda que já mais adaptado a um país como o Brasil, é muito mais tolerante ao frio do que ao calor.

Independente da raça, a questão é que pets idosos tendem a ser mais sensíveis às variações e isso requer mais atenção de seus donos.

Caprichar na hidratação e garantir que o animal tenha acesso a locais fresquinhos pode ser muito importante no auge do verão. Da mesma forma, recorrer ao uso de roupinhas ou disponibilizar um cobertor pode ser necessário nos dias de frio.

Além disso, considerando a situação de gatos e cachorros idosos, evitar expor o animal a correntes intensas de vento ou à exposição prolongada ao sol também tende a ser benéfico para o seu bem estar.

6. Não force a interação com outros animais

Você decidiu levar seu cão idoso para passear e ele não quis brincar com outros animais na pracinha do bairro? Tudo bem. Alguém próximo tem um gatinho novo e quis levar para fazer amizade, mas seu pet não deu bola? Tudo bem.

Às vezes, a energia elevada de animais mais jovens repele gatos e cães idosos. Com a idade, pets perdem sua disposição para brincadeiras e para as correrias que os bichinhos mais jovens aprontam.

Além de estressar o animal, forçar esse tipo de contato pode levá-lo a ter reações indesejadas, como uma resposta um pouco mais agressiva do que o normal. Por isso, se o pet não está afim de interagir, respeite-o.

7. Vá ao veterinário com mais frequência

Lembra-se das dificuldades de digestão que mencionamos antes? Além delas, a velhice traz outras novidades para a vida de gatos e cães que precisam ser acompanhadas de perto. Por isso, as visitas ao veterinário devem ser mais frequentes.

O profissional vai orientar bem você sobre mudanças que se façam necessárias tanto pela idade quanto por condições específicas de seu animalzinho.

Entre as medidas comuns, a título de exemplo, podemos mencionar a atenção extra à vermifugação do pet, considerando que seu organismo está mais sensível, e até a adoção de vitaminas para cachorro idoso ou gato.

8. Dê carinho “até falar chega”

Muitas vezes, donos de animais idosos percebem uma mudança de comportamento que os fazem parecer mais carentes e gostarem mais de estar na presença de seus donos. Acontece!

Quando este não é o caso, ter mais paciência e dar mais carinho são ações que se justificam pelo entendimento de que a velhice traz dificuldades para o pet. Por isso, quanto mais confortável você o fizer se sentir, melhor.

Nessa fase da vida, animais podem ficar menos divertidos e dar mais trabalho a seus donos. Frente a essa realidade, há quem acabe se afastando de seus pets, interagindo menos e até cuidando menos deles. Não aja assim!

A partir do momento que você ou sua família decidiram ter um animal de estimação, ele passou a ser sua responsabilidade até o fim. Ame-o intensamente e aproveite todo o carinho que seu gato ou cão idoso certamente vai lhe oferecer de volta!

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