“Confere o último reels que a gente postou no perfil que lá tem os detalhes da promoção”. Você já imaginou quais seriam as consequências de falar assim com uma pessoa idosa?

Claro, existem os superconectados que vão entender, mas isso é raro. Ainda, usamos termos que envolvem o universo de aplicativo apenas como exemplo, mas a comunicação na terceira idade encontra outros desafios.

A Obabox sabe bem disso! Por isso, estudamos como realizar um atendimento ao idoso de forma adequada, o que nos permite compartilhar dicas de comunicação com esse público. Acompanhe!

Entenda a necessidade da adequação

Com o avançar da idade, problemas auditivos podem surgir e o raciocínio pode ficar mais lento. Com isso, há questões naturais do processo de envelhecimento que demanda que tenhamos mais atenção na comunicação com idosos.

Falar de forma clara e, se for preciso, aumentando um pouco o tom é crucial. Lembramos, porém, que nem sempre essa comunicação é só falada. Idosos também usam a internet e lêem mensagens que lhes são enviadas.

Com isso, o que você precisa entender é que é preciso adequar a linguagem e a forma de apresentar as informações para que a compreensão seja possível em qualquer contexto.

A frase que abre o post é um exemplo mais extremo, mas ainda que o idoso em questão soubesse o que é e tivesse um perfil ativo no Instagram, onde os reels são feitos, poderia ser necessário explicar com muito mais clareza.

Entender a necessidade de adequação é considerar que podemos precisar usar outras palavras para passar a mesma mensagem, simplificando a forma de dizer. É possível ir além e isso pode ser até mais importante.

Novamente, reforçamos que o exemplo dado é extremo, mas ainda que todas as informações sobre a promoção (ou sobre qualquer outra coisa que se queira comunicar) estejam só no reels, pode ser preciso adotar outra estratégia imediatamente.

No atendimento ao idoso, se um cliente demonstra que não conseguiu acessar uma informação ou que está tendo qualquer dificuldade de compreensão, pode fazer mais sentido criar outra forma de passar a mensagem.

Assim, ao invés de explicar o que é ou como acessar o reels com um passo a passo completão, o mais indicado pode ser simplesmente contar tudo o que está sendo dito por meio dessa ferramenta do Instagram.

A moral da história é que entender a necessidade de adequação ajuda a entender qual a linguagem e qual a forma mais assertiva para a comunicação na terceira idade.

Aposte na escuta ativa

Agora que você entende melhor por quais motivos existe uma necessidade de pensar de maneira específica no atendimento ao idoso, vamos à primeira dica prática de comunicação: a escuta ativa.

A escuta ativa nada mais é do que a escuta atenciosa. Às vezes, pensamos saber ou realmente sabemos exatamente o que um cliente precisa tão longo começa falar a respeito, independentemente de sua idade. Com isso, podemos seguir o impulso de interromper e já sair respondendo. Não cai bem.

Idosos gostam de sentir que estão sendo respeitados (como todas as pessoas) e, por vezes, sentem que ninguém presta atenção ao que eles estão dizendo ou perguntando.

Praticar a escuta ativa é importante não apenas por questão de empatia mas para garantir que a resposta seja realmente adequada à questão apresentada.

Compreenda a importância das pausas

No atendimento ao idoso, precisamos pensar em ajustes na forma de falar e um dos fatores envolvidos é a compreensão da importância das pausas entre frases e ideias apresentadas.

Antes de qualquer coisa, é importante não falar frases longas demais e nem falar de forma muito rápida. Sabendo disso, a dica central é para usar frases curtas, simples e dar um tempo para que o idoso vá assimilando as informações que estão sendo apresentadas.

Sem exageros, a comunicação na terceira idade abre espaço para que perguntas sejam feitas no meio do caminho. Não espere para perguntar se a pessoa entendeu só depois de dar uma baita explicação, vá conferindo essa compreensão ao longo da conversa para facilitar as coisas.

Faça a adequação da linguagem

Outra dica importante na comunicação e no atendimento aos idosos é entender qual é a linguagem utilizada por esse público. Não estamos falando em usar gírias antigas ou se apegar a expressões de outras épocas, ok?

A ideia é adequar termos para tornar a transmissão e a compreensão da mensagem mais certeiras. Aqui na Obabox, por exemplo, podemos usar tanto smartphone para idosos para falar do ObaSmart 3 ou simplesmente optar por “celular moderno” ou algo assim.

Quanto a isso, lembre-se de que o falar sempre se apoia naquela escuta ativa que mencionamos antes. Se a pessoa demonstra que entende termos mais modernos ou até os utiliza, não faz sentido que você faça todos os ajustes que passarem pela sua mente.

Tenha cuidado com o volume da fala

Como mencionamos anteriormente, a possibilidade da perda auditiva existe no avançar da idade, mas isso não é regra! Então, na comunicação com idosos, tenha cuidado com para não pecar por preciosismo. Em outras palavras, evite excessos.

Ainda que você tenha certeza que a perda auditiva existe, não exagere no volume de sua fala. Às vezes, pronunciar correta e calmamente vai ajudar bem mais do que você imagina.

Aproveitando o gancho, siga essa dica para qualquer outro recursos comunicacional. Idosos não são incapazes, então tenha cuidado para que sua forma de agir, por mais bem-intencionada que seja, não passe a mensagem errada a eles.

Aposte na paciência como virtude

O atendimento ao idoso, talvez mais do que a qualquer outro grupo, exige paciência. Por mais adequada que seja a linguagem utilizada, a pessoa pode ter dúvidas e demorar para compreender cada uma das respostas.

Demonstrar sinais de irritação não vai fazer ninguém acelerar o pensamento para entender as coisas, por isso, tenha paciência e coloque uma dose extra de cuidado e respeito pelo próximo em suas interações com idosos.

Precisamos sempre manter em mente a importância da comunicação na terceira idade para agir pacientemente e colocar cada uma das outras dicas em prática também.

Considere que idosos podem se sentir muito gratos quando recebem a atenção que merecem e, em retorno, isso gera muita satisfação em quem participa dessa interação.

Lembre-se da linguagem não-verbal

Por último, mas não menos importante, se estiver fazendo atendimento a idosos pessoalmente ou por chamada de vídeo, lembre-se das expressões faciais e da linguagem corporal.

Pense no ato de cruzar os braços, bater os pés, respirar fundo, franzir a testa ou o nariz e olhar para os lados com frequência. Falamos de gestos e expressões que podem transmitir mensagens negativas e que precisam ser evitadas na comunicação com a terceira idade.

Em verdade, essa dica vale para o atendimento a qualquer grupo de pessoas, mas idosos podem ser mais observadores e, às vezes, mais sensíveis também. Por isso, um bom sorriso e uma postura mais acolhedora funcionam bem.

O atendimento ao idoso tem suas particularidades, mas basta querer entendê-las e investir atenção nisso para, gradativamente, ir aprendendo a se comunicar de forma mais adequada.

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